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Fala Leitor

Lula mudou o Brasil?

Bem, não podemos desconhecer os avanços das políticas governamentais. Mas o presidente Lula tinha o dever de trabalhar em prol do Brasil, pois foi eleito para isso. Se o fez, foi apenas no cumprimento de sua obrigação.
O presidente Lula não foi nenhum Messias, salvador da Pátria. Ele não recebeu o país do marco zero. Se não fosse a política econômica fortalecida de FHC – Plano Real -, o Lula não surfaria em ondas plácidas com a crise mundial. A decantada marolinha foi marolinha porque o governo anterior – mesmo que o Lula e a claque petista não se dignem de reconhecer – legou uma economia estabilizada com o Plano Real. A grande jogada e esperteza do Lula foi não tentar reinventar a roda ao dar continuidade, com algumas pinceladas, à política econômica de FHC. O fato de Lula ter conclamado o povo a gastar, para aquecer a economia, o tempo vai dizer se ele estava certo ou foi uma irresponsabilidade, pois muita gente hoje está endividada com cartão de crédito, crediário etc., devido a compromissos contraídos acima de sua capacidade financeira.
É muito romântico ver cidadãos de classe B ou C ostentando a aquisição de móveis e utensílios em suas casas. Só que tudo foi adquirido por meio de crediários com juros escorchantes, que o governo fingiu combater.
Não é cego quem discordou do governo lulista. O Brasil mudou graças ao somatório de ações positivas e negativas de todos os governantes. E esperamos que o novo governo não seja marcado por notícias de tanta corrupção administrativa e política (loteamento dos cargos públicos pela companheirada, violação dos sigilos bancário e fiscal dos cidadãos, escândalo do mensalão etc.), e que os velhinhos aposentados do INSS, endividados até o pescoço com o empréstimo consignado – a alegria dos banqueiros proporcionada por Lula -, consigam sair desse sufoco. Pois é inacreditável que um aposentado, no Brasil, para poder sobreviver, tenha que se submeter à agiotagem oficial. E ainda nos chamam de cegos...
Júlio César Cardoso
Bacharel em Direito e servidor federal aposentado

Última atualização ( Sex, 07 de Janeiro de 2011 09:18 )
 

2011, o ano bom

Um ano novo está chegando e o sol, quentíssimo, mesmo intercalado com a chuva, o jacatirão florido, o flamboiã espalhando vermelho pelas calçadas, me dizem que o novo ano será bom.
Por isso, não desejo muito deste novo ano. Peço apenas o possível: crianças na escola, velhos assistidos, educação e saúde decentes neste nosso Brasil e por todo este mundão de Deus; trabalho para todas as pessoas e alimento na mesa de todos, em qualquer lugar; ética e honestidade em todas as atividades do ser humano, principalmente na "política" e conscientização geral de que precisamos preservar a natureza para que o nosso clima não se volte contra nós, como temos visto ultimamente.
Que em 2011 saibamos cuidar melhor do nosso meio ambiente. Que paremos de desmatar, que possamos diminuir a poluição, para que nossos filhos e netos possam ter um mundo viável mais adiante.   Não quero, para todos nós, filhos de Deus, uma felicidade instantânea e fácil; quero uma felicidade conquistada, verdadeira e merecida. Uma felicidade perene.
Quero sorriso no rosto das pessoas, mas não sorrisos tristes. Quero sorrisos iluminados, pejados de fé e esperança, que se não os houver, não haverá vida. Quero luz nos olhos de toda a gente, faróis a alumiar o caminho. Quero paz no coração de todo ser humano, quero carinho a semear ternura, quero uma canção em todos os lábios, a propagar a fé.
Quero pedir aos homens, principalmente aos que detém o poder, o fim das guerras, que o seu coração foi feito para abrigar a paz, e seus lábios, suas mãos e seus olhos foram feitos para disseminá-la. O homem não foi feito para deter o poder em suas mãos e com esse poder destruir seu semelhante. Peço à força maior que rege o universo que erradique do coração do homem a ganância, a inveja, o ódio, a indiferença.
Não estou pedindo nada impossível, tudo o que peço pode se tornar realidade, se todos quisermos. E precisamos querer, para que este próximo ano que se inicia seja bom, para que os nossos sonhos possam continuar, para que possamos ter esperança de realizá-los.
Como já disse o poeta Drummond, para termos “um Ano Novo que mereça este nome, temos de merecê-lo”.

Luiz Carlos Amorim - Escritor e editor

Última atualização ( Sex, 07 de Janeiro de 2011 09:17 )
 

Mais surpresas, que vou achando

Aqui no Correio de Notícias, do dia 24 de setembro, do ano que passou, publiquei o artigo “Mais um congresso inútil”, realizado de 12 a 15 de setembro, sendo o 8º, reclamando da sua falta de soluções para o cinema brasileiro. Olhando, como sempre, os meus velhos arquivos tive a surpresa de encontrar o meu manifesto, em forma de poesia, sobre o “3º Congresso Nacional de Cinema”, de 28 de junho a 1º de julho de 2000, que fiz no dia 30 de junho e distribui para o público presente: Mais um congresso de conversa furada sem cinema e sem ingresso em que tudo foi patacoada O crime organizado nas mãos dos americanos só tem nos arrasado durante anos e anos... se não for para dar um basta nos estrangeiros vigaristas não adianta encher a pasta de papéis e de listas Congresso pra que te quero se nada será resolvido de tudo só lero-lero de um cinema subdesenvolvido Vamos resistindo mesmo assim negativos consumindo sem nunca chegar ao “FIM”... Também achei outro poema, que fiz em 1º de abril de 1996, sobre vacas que estavam sendo envenenadas na Grã-Bretanha: “A Vaca Louca: A vaca louca está contaminada não vou dormir de touca e comer carne envenenada. O meu churrasco é de carne boa não vou fazer fiasco e assar costela a toa Neste perde e ganha de carne importada azar da Grã-Bretanha acabou numa enrascada. A culpa de quem foi, não é tua, não é minha a culpa é do boi, que não usa camisinha......Relendo um livro, editado em 1968, no Rio de Janeiro, por Bruno Buccini, com texto bilíngüe, português-grego, e comentários sobre história, filosofia, literatura e mitologia grega, que na realidade é uma edição da grandiosa “Alceste e Eurípides”. Mais uma surpresa, comecei a ler poesia, escrita a caneta, na primeira folha, em branco, e quando cheguei no fim, o nome do autor era o meu: “Moratempo” Recebo-te solidão na austera casa de meus ancestrais mesa posta candelabros porcelanas e cristais. Não haverá perguntas nem respostas. Entrai... a casa é grande há muito espaço para nosso silêncio trancarei as portas as janelas acenderei as velas e o tempo terá milênios. (2.11.1970)Nem eu sabia que tinha escrito a poesia. Será que o livro me inspirou? Ainda bem que a encontrei...

Antônio Jesus Pfeil - Historiador

Última atualização ( Sex, 17 de Dezembro de 2010 14:20 )
 

O Jacatirão Floresce; É Natal

A primavera está quase no fim, o verão vai chegando, mostrando a sua cara. O calor está aumentando, as chuvas também, e as flores do jacatirão nativo já explodiram em cores. Fui, depois de mais de dois meses, para o norte do Estado e vi as matas à beira das rodovias em Joinville, São Francisco, Joinville, Corupá, Jaraguá do Sul, Guaramirim, ponteadas por várias ilhas de vermelho. São os pés de jacatirão nativo, que começaram a florescer no início de novembro (talvez final de outubro) e vão até janeiro, espalhando vermelho e lilaz por todos os caminhos, por encostas e montanhas.
É a natureza anunciando o verão, enfeitando nossos dias mais quentes e avisando que o Natal e o Ano Novo estão próximos. Que a festa maior da cristandade está chegando, que um Menino mágico vai nascer para nós mais uma vez e, por isso ela, a natureza, começa a festejar bem cedo, para que não esqueçamos de festejar também. De dar as boas vindas ao Menino que vem para o renascimento de todos nós. A simplicidade e singeleza do jacatirão, que traduz toda a natureza que nos cerca, não lhe tiram a beleza e a importância de ser ele o arauto do Menino de Belém, que nos dá o supremo privilégio de nascer em nossos corações em mais este Natal.
Algumas pessoas, cegas de coração, olham mas não veem o jacatirão florido, a sua espetacular florescência. E é preciso olhar e ver. Ele está aí todos os anos, chega no meio da primavera, para enfeitar nosso fim de ano e nosso ano novo e fica até fevereiro, quando vai florescer nos estados mais para cima, como Paraná, São Paulo e outros.Essa flor, o jacatirão, simples e despretensiosa, chamada até de ordinária pelo Aurélio, tem várias funções, como já pudemos perceber: chega logo depois da  primavera para mesclar o verde com matizes de vermelho, enche de luz e cor nossas matas e nossos caminhos, anuncia o verão e nos lembra da chegada do Menino que nasce todo ano para nós. É a flor do Natal.As majestosas e generosas árvores, em grande número, graças a Deus, se enchem de botões que abrem brancos, vão mudando de cor, para rosa, até chegarem ao lilás. É a personificação da natureza, dizendo-nos: estou aqui para que vejam que ainda tenho esperança no ser humano.

Luiz Carlos Amorim – Escritor

Última atualização ( Sex, 17 de Dezembro de 2010 13:54 )
 

Felicidade, o eixo da vida

 Um assunto fundamental e extremamente complexo.
O que é a felicidade, como alcançá-la, e, principalmente, conservá-la?
 Disse Leon Tolstoi: “A alegria de fazer o bem é a única felicidade verdadeira”.
 Para Carlos Drummond de Andrade: “Ser feliz sem motivo é a mais autêntica forma de felicidade.”
 Mahatma Gandhi ensinava que “não existe um caminho para a felicidade. A felicidade é o caminho”.
 Não podemos esquecer William Shakespeare: “A alegria evita mil males e prolonga a vida”.
 E Masaharu Taniguchi, sempre em busca de ensinamentos?
“Não há satisfação maior do que aquela que sentimos quando proporcionamos alegria aos outros”.
 Ah, Mario Quintana: “Faça o que for necessário para ser feliz. Mas não se esqueça que a felicidade é um sentimento simples, você pode encontrá-la e deixá-la ir embora por não perceber sua simplicidade”.
 Que tal Erico Verissimo: “Felicidade é a certeza de que a nossa vida não está se passando inutilmente”.
 Onde arrumei essas frases?
Não procurei, ganhei de presente!
 Por que razão? Simplesmente por não ter respondido a pergunta de um amigo.
 Quer saber se é uma nova onda, na qual quem trata mal os amigos ganha presentes?
Não, não é. É que eu não tinha a resposta.
 Pergunta difícil? Não, muito simples. A resposta é que era impossível.
 Você está curioso? E eu pensativo. Gostaria, realmente, de tê-lo ajudado, mas...
 Sei não se deixa “amigos na mão”. Você também acredita que amigo que é amigo não aparta briga, chega dando voadora?  Foi o que ele me disse quando não respondi.
 Ta bom, vou deixar a pergunta com você para que possa ajudá-lo. Ele vai gostar de conhecê-lo.
 O chefe lhe perguntou: Você está feliz na empresa?
 E ai, tem a resposta? Vamos lá, não se nega ajuda aos amigos!
 Meu silêncio o fazia pensar alto: - Se digo que sim, não receberei aumento tão cedo, mas se digo que não, gero uma crise.
 Resolvi devolver a pergunta:- Você está feliz?
Ele: - Sinceramente?
 Irritante não é, essa pergunta?
Por que eu esperaria uma resposta que não fosse sincera?
 Pensou, pensou, e disparou: - Não sei!
 Ia me esquecendo, o que é mesmo que você ia dizer a ele, ajudando-o a responder a pergunta do chefe?
Fala alto, não estou ouvindo. Calma!
 Note que perguntei se ele estava feliz, e não se era feliz. Afinal, “ser” já está em outro estágio!
 Pois é, foi refletindo que ele saiu em busca de argumentos e apanhou as frases. Gostei, então disse: - Passa pra cá.
 Ele descrevia seu sentimento de felicidade: Parece um plano inclinado que se movimenta. No centro há um eixo, e eu estou amarrado nele por uma corda.
Giro em volta do eixo, enquanto o plano oscila.
Conseguiu entender?
 Eu não sei  e ainda mexe com minha labirintite!
 O fato, tratado de forma simples e direta, é que a felicidade, realmente, é o eixo da vida.
 Há, ainda, a questão do dinheiro. Afinal, ele está preocupado com o aumento do salário, lembra?
 A frase no parachoque diria: “Dinheiro não traz felicidade”.
No boteco: “Dinheiro não traz felicidade, manda buscar”
 O pobre: “Dinheiro não traz felicidade, mas diminui muito a infelicidade”.
E, Groucho Marx: “Há tantas coisas na vida mais importantes que o dinheiro! Mas, custam tanto!
E assim, vamos girando em torno do eixo, enquanto meu amigo pensa o que vai responder!
 
 
Ivan Postigo
Diretor de Gestão Empresarial
 

As PPPs e o futuro

O Rio Grande está diante de uma encruzilhada. Qual o caminho a seguir para construir o futuro, já que precisa de investimentos em áreas estratégicas. A lei de Parceria Público-Privada (PPP), criada durante o primeiro governo do presidente Lula, inspirada em experiências de vários países, é um instrumento inovador para garantir financiamento oriundo do setor privado. Ao invés de realizarem empréstimos junto ao setor financeiro, na PPP os governos buscam parceiros privados para construir e operar estradas, saneamento básico, complexos prisionais ou turísticos. Investimentos que depois de 30 ou 35 anos serão públicos, ou seja, de toda a sociedade. Nossa tradição belicosa nos leva muitas vezes a, antes mesmo de conhecer a fundo uma alternativa, nos posicionarmos contra, mais em função de quem a formula do que pelo seu conteúdo. É nosso dever, no entanto, proporcionar um debate racional sobre o tema. Há pessoas que são contra as PPPs. Essas devem dizer claramente de onde o Estado irá buscar dinheiro para os empreendimentos: R$ 1 bilhão para RS-010 ou R$ 200 milhões para o complexo prisional. O novo governo deveria tirar dinheiro do caixa para realizar estas obras, reduzindo os parcos investimentos na saúde, na educação e na segurança, para realizar o que poderia ser viabilizado com recursos da iniciativa privada? Aqueles que são favoráveis às PPPs devem olhar com rigor técnico os editais e apontar eventuais ajustes. Caso existam falhas, cabe à equipe do governador eleito sugerir e a da atual governadora buscar as correções. Estes são temas de Estado, que transcendem querelas partidárias. Alguns setores criticam os editais pela própria essência das PPPs. Há quem questione, por exemplo, a existência de pedágio na RS- 010. A estrada de 42 km, que custará quase R$ 1 bilhão, é vital para a região, viabilizando o anel viário metropolitano. Não podemos esquecer que teremos também duas vias públicas, como as BRs 116 e 448. O pedágio, entretanto, precisa ser acessível. Por isso, o retorno do investimento exige do governo estadual um pagamento complementar a cada ano, valor que deve ser discutido. A própria licitação apontará o vencedor que exigir o menor valor do Estado. Não podemos jogar a água suja da bacia e com ela a criança. Não devemos nos comportar como neoluddistas, que no século XIX, eram contra o capitalismo e entravam nas fábricas para quebrar as máquinas. O governador eleito Tarso Genro é um gestor público inovador e talentoso. Ele foi o responsável pelo debate sobre as PPPs no Conselhão, a pedido do presidente Lula, e será o condutor do Rio Grande para esta inovação. Acreditamos que o futuro do nosso Estado depende da ousadia de nossos líderes e do amadurecimento da sociedade. 

Jairo Jorge da Silva
Prefeito de Canoas

Última atualização ( Sex, 26 de Novembro de 2010 14:03 )
 
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