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Fala Leitor

Gambá Urbano

Mamífero comum nas cidades muitos falam que é um transmissor de doenças e um comedor de galinha e um animal que leva uma fama não muito boa. Mas o Gamba e rodeado por lendas e mitos o animal não faz mau a niquem ao contrario e muito útil.
O seu nome comum deve ter originado da língua tupi-guarani e vem de guámbá, gã,bá ou guaambá, que quer dizer ventre aperto, ou saco vazio, fazendo menção á sua barriga oca por causa da bolsa onde cria os filhotes.
Tipico das Américas, e um mamífero marsupial, como o canguru australiano e a cuíca no Norte do Brasil. E um animal que sé adapta muito bem aos centros urbanos como bairros, sítios e fundos de quintal com alguns aparecendo no Parque Eduardo Gomes sendo muitas vezes atacados por cachorros.
Também é erroneamente chamado de "raposa" em boa parte do Brasil, principalmente na região sul por talvez de forma eventual de atacar algum galinheiro.
A maioria das especies possui hábito noturno e uma dieta onivera, que pode incluir frutos, insetos, raízes, vermes, crustáceos em áreas de mangue moluscos, néctar e pequenos vertebrados (sapos, lagartos, serpentes, ovos e aves). E considerado um dos maiores predadores de escorpião, até mais do que a galinha. Colabora no controle das especies consideradas pragas para a agricultura como roedores e insetos.
São também bons dispersores de semente através das fezes, ajudando a natureza a plantar o que o homem destrói. Na natureza têm como principal predador o gato do mato e nas cidades são frequentemente atropelados por terem a visão ofuscada pelo os farões de carro e nas casas e parques e atacado por cães ou morto pelo ser humano de forma cruel e estúpida.
Não e um animal perigoso para o homem sendo até muito útil como parceiro ambiental.
Walter Kuhne Junior - Ambientalista

 

Corredores Ecológicos

O avanço da ocupação humana em nossa cidade e as atividades econômicas transformam grandes áreas florestais e os nossos capões em pequenas ilhas de vida e vegetação afastada entre si.
Nesta realidade, os corredores ecológicos surgem como verdadeiras vias de reconeção entre duas ou mais áreas preservadas que têm, entre si, zonas já destruídas de suas características naturais.
Estas faixas verdes contam com a ação humana no processo de replantio e conservação. Quanto voltam a ter um ecossistema mais parecido com as áreas que estão interligadas, auxiliando na movimentação de animais e na polinização de especies vegetais.
Está estrategia começou a ser utilizada no Brasil na década de 90 e é considerada por especialistas e ambientalistas uma ferramenta importante na preservação de especies e na ampliação de áreas de conservação.
Através desta troca de elementos biológicos e genéticos, o próprio corredor ecológico acaba ficando cada vez mais fortalecido, com especies naturais cada vez mais diversificada. Da mesma forma, as áreas interligadas por ele ser beneficiam com o seu processo, gerando um ciclo saudável e precioso para coacervação, principalmente de ambientes vulneráveis.
A eficacia da conectividade promovida pelo corredores ecológicos é reconhecida pelos órgãos públicos Brasileiros e o ministério do Meio Ambiente tem projetos deste tipo em diferentes regiões, do pais em diversos biomas como Mata Atlântica, Cerrado, Floresta Amazônica, e a Caatinga.
Os corredores ecológicos Brasileiros, estão ainda protegidos por leis ambientais que proíbem, de forma clara especifica, a exploração de vegetais que tendem de formar corredores remanescentes de vegetação primaria ou em estagio avançado e médio regeneração.
Em Canoas interligar as áreas ainda preservadas e salvar ainda o que nos restá de fauna e flora remanescente da nossa cidade.
Walter Kuhne Junior
Ambientalista

 

O voto nas eleições de 2018

No próximo ano teremos eleições. Como um ato de rotina voltaremos às urnas comofazemos há muitos anos nesta democracia que construímos. Mas essa não deve ser considerada uma eleição como outras.  Há uma possibilidade real de que possamos fazer uma reforma política de fato, encerrando os mandatos daqueles políticos que se envolveram em corrupção e tráfico de influência, traindo o voto popular.

Votar é fundamental. É através desse ato aparentemente simples que construímos a legitimidade popular e consagramos o princípio do governo democrático. É um princípio básico de qualquer democracia, pois as decisões tomadas pelos nossos representantes só são válidas pelo fato de que os elegemos através do sufrágio universal. A eleição é o mecanismo pelo qual se escolhe e autoriza o representante a exercer a representação, ou seja, atuar no interesse dos representados.

As eleições sempre oferecem a possibilidade de se trilhar uma via pacífica e organizada na alternância do poder. Não se escolhem somente os representantes, mas também aqueles a quem cabe dirigir o governo. Nesse caso nem sempre a escolha de um governante pela maioria lhe dá condições de governabilidade, pois o partido que ocupa o poder deve mostrar capacidade para atender as demandas da sociedade. Sua legitimidade está associada à eficácia no atendimento dessas demandas.

É importante que se compreenda que a democracia política só tem sentido como democracia participativa, e as eleições constituem o momento em que se efetiva essa correspondência. A participação eleitoral é uma das modalidades de participação política, e atualmente a mais praticada em todo o mundo.

Atualmente está disseminada a apatia em torno do processo eleitoral relacionando-o com a baixa qualidade dos atuais representantes. Ocorre que não é o processo que está incorreto, mas a participação que está debilitada, pouco se utiliza da plena liberdade propiciada por vivermos num estado democrático de direito para o aperfeiçoamento dos métodos de escolha de nossos representantes.

Estamos a um ano das próximas eleições que ocorrerão no segundo semestre de 2018, que terão uma importância decisiva nos rumos do nosso país. A intensificação do debate eleitoral a partir de agora é bem-vinda e uma forma de aperfeiçoar a participação cidadã com a perspectiva de melhorar a escolha dos futuros representantes e dirigentes políticos -  presidente e governadores. Mas a discussão política se dá com o debate sobre os reais problemas do país e não com a intervenção sectária que desqualifica as opiniões divergentes. Essa é uma manifestação concreta de cidadania.

As eleições constituem um excelente momento parra debater os temas que interessam à sociedade. Cada partido ou candidato tem a oportunidade de oferecer sua visão, opinião ou propostas sobre diversas questões que interessam ao cidadão. Infelizmente, nem sempre isso ocorre. As campanhas, muitas vezes, passam a ser controladas por especialistas em marketing político, os “marqueteiros”, que buscam somente o resultado. Dizem o que os candidatos devem falar para obter a simpatia do eleitorado. Dispõe de fabulosas quantias para desenvolverem suas estratégias de comunicação e maximizar a possibilidade de vitória de seu candidato. Lamentavelmente, é assim que as campanhas ocorrem. Ao invés de valorizar os mecanismos de deliberação democrática, vendem um candidato como se fosse um detergente ou uma bebida qualquer.

O voto é a expressão da igualdade. Pelo menos um dia, a desigualdade existente deixa de existir e todos passam a desfrutar igualmente do mesmo direito, pois todos os votos valem a mesma coisa. Nesse dia cada um, de acordo com suas convicções e interesses, vota manifestando sua condição de cidadão livre.

A melhoria do país passa pelas eleições de 2018, não desperdiçar o voto é uma obrigação de todo cidadão. Votar faz todo sentido. Ninguém deve ter a ilusão de que não votando ou anulando o voto estará adotando uma posição de protesto. Engano tolo que nas eleições norte-americanas elegeram Donald Trump. Um ano é tempo suficiente para fazer escolhas, desde que haja interesse, além disso esta é uma obrigação de todo cidadão livre.

Reinaldo Dias - professor da Universidade Presbiteriana Mackenzie, campusCampinas. Sociólogo, Mestre em Ciência Política e Doutor em Ciências Sociais. É especialista em Ciências Ambientais

 

A cantoria do Sábia-laranjeira

Restando pouco para o inverno acabar já e possível ouvir a cantoria do sábias-laranjeiras pelos bairros de Canoas. E nessa época do ano, que se intensificam as cantorias para demarcação de território e cortejo das fêmeas, principalmente no amanhecer e entardecer. No entanto quem acorda de madrugada já consegue escutar alguns sábias cantando bem alto.

O sábia-laranjeira possui cerca de 25 cm e coloração parda com o ventre ferrugíneo alaranjados, podendo viver até 30 anos. E uma ave muito comum por quase todo o pais, a exceção da floresta amazônica, e sua popularidade pode ser comprovada em diversas citações em canções e poemas que fazem alusão ao seu belo canto.

A espécie possui uma dieta generalizada, mais voltada ao consumo de frutas, minhocas e artrópodes em qual, o que o torna mais apto a viver em ambientes urbanos. Embora tenha ocorrência natural em matas ciliares, cerrados e capoeiras e bastante frequente em pomares e quintais, parques e praças da cidade e nas zonas rurais. Na cidade de Canoas principalmente nos bairros mais arborizados como bairro centro, bairro Igara e São José e Nossa Senhora das Graças.

Assim como você que mora em algum bairro de Canoas, e não tem ouvido ou avistado as sábias e um indicador ambiental que alguma coisa não está bem. Por outro lado, quanto mais sábias encontrar no seu bairro, poderemos concluir que o ambiente está com qualidade boa.

Em um futuro próximo, espero depois que tivermos sábias em cada esquina da cidade, ai poderemos usar espécies mais exigentes como indicadores de um ambiente urbano mais verde, como canários da terra, quem sabe, ou outra espécie que seja apropriada para este fim.

Walter Kuhne Junior

Ambientalista

 

Proposta de reforma da Previdência Social: inaceitável

Caso seja aprovada a proposta de reforma da Previdência pelo Governo Federal, fará com que um brasileiro que trabalha numa mina de carvão, por exemplo, e que atualmente, devido a insalubridade pública e notória da atividade, precisa trabalhar por 15 anos para se aposentar, passe a trabalhar por 44 anos para obter a aposentadoria integral da média de suas contribuições, no limite do teto da previdência!

Em um Estado Democrático de Direito material e não apenas formal, o decisivo é a garantia e a realização dos Direitos Fundamentais! A referência mais decisiva é o princípio fundamental material de garantia da dignidade da pessoa humana! É o princípio mais essencial do qual o Estado não pode abdicar, sob pena de não ser de direito e muito menos democrático!

Acontece da mesma forma com quem se aposenta por incapacidade permanente e sofre de incapacidade limitante das funções vitais. Ele também foi colocado na vala comum de quem se aposenta voluntariamente que, em tese, poderia trabalhar para complementar a renda, embora isso também seja uma desumanidade!

O cálculo proposto pela reforma determina uma redução drástica nos valores dos benefícios dos segurado e, junto com essa redução absurda, se acrescenta o aumento das contribuições.

Na legislação atual, a média é feita a partir de 1994 até a data do efetivo pedido de aposentadoria, levando-se em consideração apenas 80% das maiores contribuições, desprezando-se as menores. Pela regra proposta seria a média de todas as contribuições, o que matematicamente reduz a média a ser obtida. Quem está na regra de transição, mulheres acima de 45 anos de idade e homens acima de 50 anos de idade, não precisará cumprir a idade mínima de 65 anos, mas terá que contribuir com 50% sobre o tempo que falta para se aposentar e também terá uma redução do valor do benefício com base nos anos de contribuição.

Para um trabalhador que hipoteticamente tenha 35 anos de contribuição e sofra uma limitação de capacidade total e permanente para o trabalho, suponhamos que a sua média de contribuição seja de R$ 2.000,00. Como determina a proposta, parte-se de 51% da média, acrescida de um ponto percentual por ano de contribuição. Assim ele teria 51+35=86% da média de suas contribuições, isto é, R$ 1.720,00.

Quem se aposenta por invalidez não pode voltar a trabalhar e, em razão de suas limitações, terá um alto custo em remédios para manter a sobrevivência! Isto se constitui numa punição pelo fato de o segurado ter sofrido uma limitação total e permanente para o trabalho. Também é punido o idoso que se aposenta com 75 anos pela compulsória, pois só receberá a integralidade da média das contribuições, sempre limitada ao teto, se contribuir por 50 anos ou mais.

Como fazer o cálculo no caso da aposentadoria compulsória? Pega-se o resultado do tempo de contribuição, no exemplo, 35 anos e divide-se por 25, 35/25= 1,2, limitado ao número inteiro, então fica 1 multiplicado pelo resultado de 51+36=86, que permanece 86%. Para que houvesse a possibilidade de sair da multiplicação por 1, o idoso teria que ter trabalhado 50 anos. Caso contrário permanecerá ganhando R$ 1.720,00.

Fosse um país que quisesse respeitar a dignidade de seus cidadãos, jamais reduziria dessa forma os proventos de quem se encontra em situação de vulnerabilidade ou pela doença ou pela idade.

Maria Isabel Pereira da Costa

Vice-Presidente para Assuntos Previdenciário da ANAMAGES, Associação Nacional de Juízes Estaduais

Secretária-Adjunta da Secretária de Planejamento Estratégico e Previdência da AMB Associação de Magistrados Brasleiros

Sócia-Diretora do Pereira da Costa Advogados Associados

 

Jardins Urbanos em Canoas

Com a expansão e crescimento das cidades, acabam surgindo espaços aparentemente residuais, que, no esquecimento das autoridades, mas no cuidados dos seus usuários, tornam-se áreas potenciais para impulsionar projetos de transformação social e urbana de uma região da cidade.

Canoas tem um grande potencial para desenvolvimento de projeto de criação de Jardins Urbanos e pegando de exemplo cidades na Alemanha deste do século XIX, desenvolve uma historia em relação aos Jardins quando o estado e a municipalidade ajudam em ceder espaços e terrenos e grupos sé propõem em fazer este trabalho.

A palavra “Schrebergarten” alude a estas pequenas porções de terra para realizar jardinagem dentro de áreas urbanas. Este tipo de pratica de iniciativa coletiva no espaço publica, reforçam o intercambio entre bairros e o desenvolvimento das comunidades.

Sobre as vantagens de utilizar espaços residuais para implementar jardins urbanos, determinando novas maneiras de fazer cidade. Muito deste são aparentemente negligenciado, porem configuram uma maior relação entre o cidadão e o entorno natural, como simples fato de ter a ciência sobre quais os produtos da temporada.

Estas iniciativas rompem com o paradigma de que para obter áreas verdes urbanas devem-se conservar terrenos verdes intactos dentro de cidades. Parques e praças podem e devem existir a partir da participação ativa da cidadania que dita bastante da passividade da reserva, onde sua sobrevivência depende do impulso e manutenção de quem está constantemente envolvido.

Walter Kuhne Junior - Ambientalista

 
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