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Empresas gaúchas aumentam o endividamento

O cenário de crise econômica no Brasil, que torna o crédito mais caro e restrito e, consequentemente, cria grandes entraves para a obtenção de capital de giro, aumentou o endividamento e as dificuldades financeiras das empresas gaúchas. A conclusão está na Sondagem Industrial Especial Financiamento para Capital de Giro, divulgada pela Federação das Indústrias do Rio Grande do Sul (FIERGS), nesta segunda-feira (25).
De acordo com a pesquisa, realizada com 289 empresas - 245 da indústria de transformação e 44 da construção -, a relação entre a evolução da dívida e o lucro operacional aumentou para 39,5% nas companhias destes dois segmentos no primeiro trimestre de 2016. “Com a evolução do endividamento, cresceram as dificuldades financeiras das empresas, determinando a necessidade de financiar a continuidade de suas operações, sobretudo para pagar fornecedores, dívidas anteriores e despesas com funcionários”, explica o presidente da FIERGS, Heitor José Müller. Em vista disso, 54,2% das empresas procuraram crédito para capital de giro, tendo como base o primeiro trimestre de 2016. Destas, 25,4% contrataram nova linha e 47,1% renovaram a já existente.
Uma parte considerável, de 27,5% das empresas pesquisadas que procuraram por linhas de crédito, não conseguiu contratá-las ou renová-las, revela a pesquisa. Ao mesmo tempo, entre as empresas que acessaram, 35,2% não as obtiveram no montante solicitado. Diante do aperto no crédito, 59,9% apontam que pioraram as condições de renovação das linhas de crédito para capital de giro, percentual que chega a 65% no caso das grandes empresas.

DIFICULDADES – Sete em cada dez das empresas pesquisadas e que conseguiram renovar, contratar ou buscar crédito no primeiro trimestre do ano, apontaram a taxa de juros elevada como o maior obstáculo para que isso se concretizasse. A exigência de garantias reais foi o segundo maior problema, obtendo 45% das assinalações e os prazos muito curtos, o terceiro, com 31,7% das respostas.
Na avaliação de 20,3% dos industriais gaúchos ouvidos na pesquisa, a ampliação do prazo de pagamentos de tributos é a melhor alternativa para lidar com o atual problema de crédito. A destinação de parte de compulsórios dos bancos para financiar o capital de giro foi a segunda solução apontada, por 17,1% dos empresários. 

PRINCIPAIS CONCLUSÕES DA PESQUISA
Relação entre dívida e lucro operacional aumentou
Condições de crédito pioraram
A renegociação dos prazos com fornecedores foi a principal consequência pelo não recebimento integral do crédito
Os juros elevados foram a principal dificuldade
Maiores prazos de pagamentos de tributos é a melhor alternativa para lidar com o atual problema de crédito

 

Educação financeira também é assunto de família

O cenário de uma economia desfavorável pode desestimular conversas sobre dinheiro. Entretanto, este é justamente um momento em que se deve falar sobre o assunto. Segundo o Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) e a Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL), mais brasileiros entraram na lista de inadimplentes no mês de maio. O número é alto, sendo que cerca de 50 mil CPFs foram incluídos em cadastros de restrição ao crédito no período, totalizando cerca de 59,2 milhões de consumidores com dívidas em atraso.

De acordo com a estimativa desses órgãos, 39,9% da população brasileira com idade entre 18 e 95 anos não pagaram em dia alguma conta e ficaram com o "nome sujo". Segundo Satoshi Fukuura, CEO da Siscom, um dos principais players de recuperação de crédito do país, para não se deixar atingir em um contexto que afeta a todos, o indicado é que as famílias conversem para que todos tenham dimensão das finanças e possam traçar um objetivo em comum que facilite e contribua para atingir as metas sem que isso desestabilize as contas da casa.

Pensando nisso, a Siscom capacita seus colaboradores - em especial os jovens recém-bancarizados - a fim de incluí-los na cultura do crédito, os ensinando a usá-lo de maneira correta. “Percebemos que este trabalho apoia nossos colaboradores não só na organização da sua própria vida financeira, como também na maneira de negociar muito mais clara e mais próxima de realidade nossos clientes”, afirma Fukuura.

Apenas no banco de dados da Siscom, o número de inadimplentes chegou a mais de um milhão em maio deste ano e, de acordo com o mapeamento realizado no primeiro trimestre, o principal motivo foi o desemprego, atingindo o percentual de aproximadamente 48%. Segundo a Pnad (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios) Contínua, do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) a população que está entrando no mercado de trabalho, de 18 a 24 anos, chegou a 24,1% no primeiro trimestre de 2016.

“A educação financeira deveria ser ministrada desde a infância, visto que nossa juventude começa a ser inserida no mercado de consumo cada vez mais cedo. Mas, infelizmente pouco tem se falado sobre as obrigações e as consequências do uso inadequado de linhas de crédito para essas aquisições”, indica o CEO. Segundo o especialista é preciso anotar todos os seus gastos fixos e comparar com os ganhos, cortar o que for possível e assim equilibrar a balança. Tudo pensando em não acumular dívidas. E o mais importante, estes cálculos devem ser realizados com a participação de toda a família.

Sobre a Siscom

Em 19 anos no mercado e atuando em todo o país, a Siscom é considerada um dos principais players de recuperação de crédito no Brasil. Com segurança, ética, qualidade e eficácia, oferece soluções completas para todo o ciclo de crédito (veículos, imóveis, cartão de crédito consignado de pessoa física e jurídica), gerando resultados de alta performance para seus clientes e restabelecendo o crédito dos devedores. Detentora de avançada metodologia de abordagem de atendimento, softwares de localização constantemente atualizados e tecnologia de ponta com sistema próprio, a empresa, localizada na Grande São Paulo (São Bernardo do Campo/SP), conta cerca de 1.100 colaboradores amplamente capacitados.

 

Maio traz aumento significativo de 218,5% em lançamentos de imóveis

Os Indicadores ABRAINC-Fipe referentes ao mês de maio revelam que foram lançadas 5.654 unidades, o que representa um aumento de 218,5% sobre o volume lançado no mesmo mês de 2015. No acumulado de 2016 (até maio), os lançamentos totalizaram 21.406 unidades, número 24,7% superior ao observado no mesmo período de 2015. Considerando os últimos 12 meses, o total lançado de 68.270 unidades representa alta de 5,5% face ao observado no período precedente.

Já as vendas alcançaram 8.496 unidades, o que representa um recuo de 4,1% em relação ao mês de maio de 2015. No acumulado de 2016, as unidades vendidas somaram 39.472, queda de 14,7% frente ao volume observado no mesmo período do ano anterior. Nos últimos 12 meses, foram vendidas 105.408 unidades, volume 13,6% inferior se comparado ao total de vendas em 2015.

Os dados das empresas também indicam a quantidade de unidades entregues de maio, que somaram 11.529, o correspondente a uma alta de 20% em relação ao número de unidades entregues em maio de 2015. Até maio deste ano, as entregas totalizaram 49.548 unidades, volume 5,2% inferior ao observado na mesma base de 2015. Já em relação aos últimos 12 meses, as entregas totalizaram 123.747 unidades, número 22% inferior ao número entregue no mesmo período anterior.

O vice-presidente executivo da ABRAINC, Renato Ventura, afirma que a alta expressiva nos lançamentos deve ser tratada com cautela e que os dados ainda não refletem uma melhora considerável na economia do País. “O desempenho do setor imobiliário precisa ser analisado por um período maior. Desta forma, os números indicam um aumento pontual”, explica ele.

Em linha, Luiz Fernando Moura, diretor da ABRAINC, também esclarece que quando os números absolutos são baixos, qualquer aumento ou diminuição tem grande impacto proporcional no resultado final. “Em maio, período analisado do estudo, o novo Governo estava ingressando, por essa razão, ainda é cedo para relacionar a melhora dos lançamentos a essa mudança”. De qualquer forma, pontua o executivo, é necessário saber quais medidas governamentais serão definidas, em médio e longo prazos. “O humor já está diferente, pois vemos que a inflação está mais contida e a balança comercial dá sinais positivos”, observa ele.

Os Indicadores ABRAINC-Fipe também mostram que o mercado disponibilizou 114.795 unidades de novos imóveis, ao final de maio de 2016. No mesmo período, foi vendido o equivalente a 7,2% da oferta do mês, percentual que representa uma queda de 0,7 pontos percentuais face ao número estimado para maio de 2015 (7,9%). Dessa forma, estima-se que a oferta final seja suficiente para garantir o abastecimento do mercado durante 14 meses, se o ritmo de vendas do mês (8,5 mil unidades) for mantido.

Distratos

Os Indicadores ABRAINC-Fipe também revelam que o total de unidades distratadas em maio de 2016 chegou a 3.667, representando um aumento de 1,0% frente ao número absoluto de distratos observados no mesmo mês de 2015. No consolidado de 2016, ou seja, até maio, o total de distratos foi de 18.399 unidades, volume 3,1% inferior ao observado até maio de 2015. Nos últimos 12 meses, foram distratadas 47.018 unidades, alta de 4,4% face ao total de distratos observados no período precedente.

Se considerados os distratos como proporção das vendas por safra de lançamento, as unidades vendidas no primeiro trimestre de 2014 apresentam a taxa de distratos mais elevada da série histórica (18,5%).

O vice-presidente executivo da ABRAINC lembra que o pequeno incremento de 1% no total de distratos deve ser contraposto ao aumento de 20% de unidades entregues no período. “Ainda é cedo para interpretar como tendência de diminuição de distratos, mas essa relação pode indicar um sinal positivo”, ressalta ele.

Região Sul

A região Sul teve 1.505 unidades lançadas em maio, tendo a sua participação em 26,6% no total nacional. Foram 1.161 de unidades vendidas, alcançando 13,7% do número vendido no Brasil pelas associadas ABRAINC.

Em maio, foram entregues 382 unidades empreendidas no Sul, com 3,3% do total de entregas no Brasil. Os dados mostram também que, em maio, a região tinha 10,2 mil unidades disponíveis para compra, alcançando a fatia de 8,9% do número nacional.

Estudo compõe dado de mais uma empresa

Os Indicadores ABRAINC-Fipe deste mês tiveram o acréscimo de dados de lançamentos, vendas, entregas, oferta final e distratos de mais uma empresa associada da ABRAINC. Sendo assim, as séries foram revistas desde janeiro de 2014, o que provocou, naturalmente, pequenas diferenças com relação aos números mensais.

Metodologia do estudo

Os Indicadores ABRAINC-Fipe são elaborados pela Fipe com informações de 20 das 34 associadas da ABRAINC que atuam em todo o país. Dessas 34 empresas, oito ingressaram à entidade em junho deste ano. Com isso, no decorrer dos próximos meses, o estudo ganhará a participação dessas associadas para a compilação dos dados.

O estudo, lançado em agosto de 2015, vem sendo construído pela Fipe desde janeiro de 2014, é o primeiro conjunto de indicadores do setor imobiliário obtidos nacionalmente.

Para a composição dos Indicadores são consideradas informações sobre lançamentos, vendas, entregas, oferta final e distratos do mercado primário de imóveis residenciais e comerciais. Divulgados mensalmente, os números são referentes ao mês de maio de 2016.

Os dados que compõem os Indicadores são fornecidos à Fipe mensalmente pelas empresas associadas à Abrainc. Após compilar os dados, é feita cuidadosa verificação para garantir a consistência das informações e, se for o caso, as empresas são contatadas para eventuais ajustes ou validação. Em seguida, com os dados validados, os Indicadores Abrainc-Fipe são calculados e, posteriormente, disponibilizados.

Sobre a ABRAINC

A ABRAINC foi constituída em 2013 com o objetivo de levar mais eficiência à gestão, qualificar e aprimorar o processo da incorporação imobiliária. Atualmente a ABRAINC reúne 34 companhias de capital aberto e/ou com presença nacional/ relevância regional. Seu objetivo é representar essas empresas, fortalecendo o setor e contribuindo para o desenvolvimento sustentável do país e de suas cidades. A associação atua em defesa da responsabilidade socioambiental, da ética, da integridade e das conformidades técnica, fiscal e urbanística.

Entre os principais temas em debate atualmente na associação estão as questões referentes aos processos de incorporação, ao impacto dos empreendimentos nas cidades, à burocracia nas diversas fases do negócio, à produtividade do setor e à ampliação do crédito e do financiamento.

Fazem parte da ABRAINC a Alphaville Urbanismo, Bueno Netto, Brookfield, Canopus, Canopus Maranhão, Cury, Cyrela, Direcional, Econ, Emccamp, Esser, Even, EZtec, Gafisa, Pacaembu, Helbor, HM, JHSF, MRV, Odebrecht Realizações, Namour, Niss,  Patrimar, PDG, Plano & Plano, Rodobens, Rossi, Setin, Stuhlberger, Tecnisa, Tenda, Toledo Ferrari, Trisul e Yuny.

 

Varejo gaúcho apresenta queda no saldo de postos de trabalho em maio de 2016

Uma queda de 1.660 postos de trabalho em maio deste ano, ante retração de 891 vagas no mesmo mês de 2015, no que se refere ao emprego no varejo gaúcho, é o que aponta a análise mensal da conjuntura econômica realizada pela Federação das Câmaras de Dirigentes Lojistas - FCDL-RS.

Para o presidente da entidade associativista, Vitor Augusto Koch, fica claro que a aceleração de dispensas ocorreu em função do final de contratos temporários que tinham como foco principal as vendas para o Dia das Mães.

- De maneira geral, os lojistas gaúchos já realizaram seus ajustes de adequação de pessoal para as novas condições que a economia brasileira está apresentando. Em princípio, os próximos meses deverão apontar que as variações de postos de trabalho serão sazonais. A FCDL-RS acredita que poderemos ter um viés de aumento moderado de empregabilidade a partir do segundo semestre que está começando - enfatiza Vitor Koch.

Na avaliação do dirigente, fatores recorrentes nos últimos meses como a alta de impostos estaduais, a crise econômica e política vivida pelo país, somando-se a queda de poder aquisitivo da população em geral, freiam o consumo e forçam os empresários do varejo a reestruturar seus quadros funcionais, o que, na maioria das vezes, acaba gerando demissões.

No âmbito dos municípios, Porto Alegre apresentou o maior saldo de demissões, com - 478 vagas, vindo logo a seguir Santa Maria, com - 122 e Rio Grande, com - 110. Da mesma forma, as contratações não são tipificadas por região ou vocação municipal, mas distribuídas de forma heterogênea, indicando a conquista de um padrão de normalidade, o que é um indício positivo para o futuro. Na totalização de maio, 283 municípios gaúchos registraram estabilidade ou alta no emprego varejista, diante de 213 com saldo negativo.

Dos 78 gêneros do comércio varejista gaúcho pesquisados pelo estudo da FCDL-RS, 24 registraram aumento ou estabilidade do número de postos de trabalho em maio deste ano, diante de 54 segmentos em queda. Os destaques positivos ficaram para os ramos relacionados ao comércio de produtos farmacêuticos e minimercados, que geraram novas vagas de emprego. Pelo lado oposto, as demissões ficaram centradas nos estabelecimentos de super e hipermercados, veículos novos e usados.

 

Com adesão de Dilma, crowdfunding é assunto do momento

No Brasil, infelizmente temos o péssimo hábito de apenas dar valor aos assuntos que se tornam populares na mídia. É uma questão cultural, e não trataremos dela aqui. Porém, quando algum desses assuntos é justamente uma das maiores revoluções comerciais do século 21, que trata do empoderamento das massas e das multidões na mudança da realidade à sua volta, somado ainda a uma questão política no momento em que o país está e temos um dos chefes do executivo afastado e sem "grana" para as despesas de viagem, sem dúvida é hora de tornarmos esse assunto pauta e fazer dele uma grande mudança junto ao mercado.

Com a divulgação em praticamente todos os jornais do país de que a Presidenta Dilma pode vir a recorrer ao financiamento coletivo para custear suas viagens, o assunto caiu no gosto popular (em todos os sentidos) e demonstra que sim, uma campanha bem estruturada e alavancada com uma visibilidade nacional pode causar um impacto sem precedentes nesse mercado e na forma como as instituições brasileiras responderão a ele.

É importante lembrar que o Partido dos Trabalhadores já inovou bastante, em 2014, quando criou várias campanhas de vaquinhas virtuais para angariar dinheiro para o pagamento das multas dos condenados pelo mensalão. Inclusive o Procurador Geral à época requisitou informações acerca da origem dos valores, mas até o momento não se tem notícia se está averiguação ocorreu e qual seu resultado.

A par disso, volta à cena política brasileira, de forma inovadora novamente, a possibilidade de se custear as despesas de uma chefe do executivo brasileiro (mesmo estando afastada ela ainda é presidenta da república) usar esse recurso que, por enquanto, é ignorado por ministérios, receita federal, estados e municípios. A bem da verdade, ninguém tem dado muita trela para o crowdfunding, que é chamado muitas vezes de modismo ou de "coisa de nerds". Ledo engano!

Ao trazer a discussão para o cenário nacional, a Presidenta afastada coloca em cheque um recurso de movimentação financeira que não possui nenhuma regulamentação no cenário jurídico brasileiro. As plataformas que existem já estão atuando por anos em seu setor, e adotam medidas que reduzam o risco dos doadores e dos criadores de projeto, mas efetivamente não há uma regulamentação oficial sobre o assunto, especialmente quanto as responsabilidade e informações acerca da origem e destino do dinheiro.

Eu falo bastante sobre esses riscos na obra "Dinheiro da Multidao: oportunidades x burocracia no crowdfunding nacional", para que todos possam compreender que, em um mercado tão dinâmico e tão potente, necessitamos de um mínimo de regulamentação que proteja e garanta os resultados das campanhas de arrecadação.

O financiamento coletivo pode ser utilizado para dezenas de finalidades: desde a abertura de uma nova empresa, o lançamento de um novo produto ou serviço, além de campanhas de doações para projetos sociais, culturais e musicais, até o investimento em mercados imobiliários. No Brasil, ainda há restrição aos formatos para empréstimos a pessoas físicas ou jurídicas por questões de regulamentação bancária antiquada, mas que poderiam causar um impacto sem precedentes na economia, como eu falo mais no meu site www.viniciusmaximiliano.adv.br.

Tanto a presidenta quanto o ex-presidente Lula já estão convocando a militância política para "colocar a mão no bolso"! Uma campanha de financiamento coletivo será uma prova de fogo nesse cenário político sobre a capacidade agregadora de líderes políticos. Quem viver, verá!

Vinicius Maximiliano Carneiro

O autor é advogado e escritor. Com MBA em Direito Empresarial pela FGV, é Especialista em Direito Eletrônico pela PUC/MG, atuou como advogado de Propriedade Intelectual no Brasil para a Motion Picture Association (MPA), Associação de Defesa da Propriedade Intelectual (ADEPI) e também para a União Brasileira de Vídeo (UBV). Foi gestor de projetos especiais na Associação Brasileira das Empresas de Software (ABES) - e da Business Software Alliance (BSA). Também ocupou lugar na Comissão de Mercado de Capitais e Governança Corporativa da OAB/SP.  Focado no mercado de financiamento coletivo nacional, apaixonado por Internet, novos mercados e Economia Digital, agora Vinicius se lança no mercado editorial com a obra “Dinheiro na Multidão” –Oportunidades x Burocracia no Crowdfunding Nacional. O livro, on line, está disponível no site http://viniciusmaximiliano.adv.br/ .

 

Confiança das micro e pequenas empresas cresce 18% em um ano

O Indicador de Confiança dos micro e pequenos empresários dos segmentos do varejo e de serviços calculado pelo Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) e pela Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) cresceu 18,0% na comparação entre junho e o mesmo mês do ano anterior, passando de 36,38 pontos para 42,93 pontos. Na comparação mensal com maio, quando o indicador estava em 42,19 pontos, houve um leve aumento de 1,77%.

Mesmo que tenha havido uma melhora no indicador de confiança nas duas bases de comparação, ele ainda mostra um quadro geral de pessimismo por parte dos pequenos empresários, uma vez que segue abaixo do nível neutro de 50 pontos. A escala do indicador varia de zero a 100, sendo que quanto mais próximo de 100, mais confiante está o micro e pequeno empresário consultado.

Para o presidente da CNDL, Honório Pinheiro, a retomada da confiança é peça fundamental para o país esboçar sinais de melhora em meio à crise. “Se há otimismo, os empresários estão mais dispostos a assumir riscos para ampliar seus negócios e contratar mais funcionários. Mas o humor do empresariado também depende de medidas efetivas do governo para conter o aumento do desemprego e da deterioração fiscal, o que poderá ser observado nos próximos meses com o desenrolar da crise e dos fatos políticos”, afirma.

Apesar das projeções técnicas apontarem para mais um ano de recessão, o indicador demonstra que os micro e pequenos empresários  já nutrem alguma esperança com relação ao futuro da economia e dos seus negócios. “O desempenho econômico piorou sensivelmente e não escapa à percepção dos micro e pequenos empresários. Ao longo desse período, empresários e consumidores depararam-se com ambiente de grande incerteza e viram o impasse político paralisar a agenda econômica, o que agravou o quadro recessivo. Mas com a aparente expectativa de resolução da crise política, a retomada da agenda econômica e os primeiros indicadores de estabilização da economia, paulatinamente deve haver alguma retomada da confiança dos empresários”, explica a economista-chefe do SPC Brasil, Marcela Kawauti.

O Indicador de Confiança é composto pelo Indicador de Condições Gerais e pelo Indicador de Expectativas. Por meio das condições gerais, busca-se medir a percepção dos micro e pequenos varejistas e empresários de serviços sobre os últimos seis meses. Já por meio das expectativas, o indicador busca medir o que se espera para os próximos seis meses.


Indicador de Condições Gerais cresce 14,0% nos últimos 12 meses

O indicador de Condições Gerais, que avalia a percepção do micro e pequeno empresariado sobre o desempenho de suas empresas e da economia brasileira nos últimos seis meses,cresceu 14,3%, avançando de 20,69 pontos para 23,65 pontos na comparação entre junho e o mesmo mês do ano anterior. O resultado, porém, segue abaixo do nível neutro de 50 pontos, o que indica que para a maior parte dos entrevistados a economia piorou ao longo dos últimos seis meses. Esse indicador avalia a percepção do micro e pequeno empresário em duas dimensões: a dos negócios e da economia. A avaliação sobre os últimos meses da economia pontuou 19,33 pontos, enquanto a avaliação sobre os últimos meses dos negócios pontuou 27,98 pontos.

Em termos percentuais, 84,6% consideram que a economia retrocedeu nos últimos seis meses, contra apenas 4,6% que consideram ter havido melhora. Quando a análise se detém exclusivamente sobre a performance de seus negócios, a proporção dos que relatam piora é levemente menor (66,5%), ao passo que a proporção dos que acreditam ter observado melhora é um pouco maior (7,8%).

Para aqueles que consideram ter havido piora dos negócios, a crise está na raiz das dificuldades: 73,5% dizem que, por causa dela, suas vendas diminuíram e 11,1% mencionam o aumento do preço dos insumos e da matéria prima sem que pudessem repassar o custo para os consumidores.


Expectativas melhoram e avançam 19% em relação ao ano passado

Segundo o indicador, os micro e pequenos empresários do varejo e serviços melhoraram suas expectativas para os próximos seis meses. No último mês de junho, o indicador marcou 57,39 pontos, alta de 19,2% com relação ao mesmo mês do ano passado. Na comparação mensal, as expectativas para a economia passaram de 50,34 pontos, em maio, para 54,78 pontos, em junho. Com essa alta, o indicador manteve-se acima da marca neutra de 50 pontos, indicando que a maior parte desses empresários espera que a economia melhore nos próximos meses. O mesmo foi observado nas expectativas para os negócios, que atingiram 60,01 pontos.

Em termos percentuais, 41,6% manifestaram confiança com relação ao desempenho da economia para os próximos seis meses e 25,4% manifestaram pessimismo. Pela primeira vez o indicador acumulou dois meses seguidos em que o percentual de otimistas é maior do que o de pessimistas. Tratando-se dos negócios, o percentual de otimistas passa para 49,8% e de pessimistas para 17,5%. A maioria dos que se dizem otimistas com a economia, porém, não sabe explicar suas razões. Quatro em cada dez (42,6%) acreditam que de alguma maneira a situação irá se normalizar, enquanto 31,5% confiam na superação da crise política. Há ainda 13,5% de entrevistados que acreditam que a inflação será controlada e o país retomará o crescimento.

Considerando as expectativas sobre o faturamento da empresa nos próximos seis meses, 63,6% dos micro e pequenos empresários não preveem o crescimento das receitas. Entre esses, para 49,8% o faturamento não irá se alterar e, para 13,9% ele deve cair. Para esses últimos, a principal justificativa para o pessimismo é o fato de as vendas estarem sendo afetadas pela crise (64,9%). Há, no entanto, quase um terço (28,6%) de empresários que acredita no crescimento do faturamento da empresa. Entre essa parcela otimista de micro e pequeno empresário, a maior parte diz apenas ter fé e ser otimista em relação a esse assunto (26,2%), enquanto outros 25,3% disseram estar buscando outras estratégias de vendas e 15,7% justificam-se dizendo estar diversificando seu portfólio.


Metodologia

O Indicador de Confiança do Micro e Pequeno Empresário (ICMPE) leva em consideração 800 empreendimentos do setor comércio varejista e serviços, com até 49 funcionários, nas 27 unidades da federação, incluindo capitais e interior. Quando o indicador vier abaixo de 50, indica que houve percepção de piora por parte dos empresários. A escala do indicador varia de zero a 100. Zero indica a situação limite em que todos os entrevistados consideram que as condições gerais da economia e dos negócios “pioraram muito”; 100 indica a situação limite em que todos os entrevistados consideram que as condições gerais “melhoraram muito”.

 
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