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Comércio espera que o Dia das Crianças impulsione vendas de outubro

O comércio varejista gaúcho espera que a celebração do Dia das Crianças, em 12 de outubro, ajude a incrementar as vendas do mês, superando em até 7% o volume comercializado em setembro. A expectativa é apontada no levantamento realizado pela Federação das Câmaras de Dirigentes Lojistas do Rio Grande do Sul - FCDL-RS.
O crescimento esperado é de até 15% nas vendas de artigos de uso pessoal, no qual se incluem os brinquedos; de 14% em vestuário e calçados; de 11% em móveis; de 10% em eletrodomésticos; de 7% em publicações e papelaria; e de 6% para produtos de informática e de telefonia.
- Tradicionalmente o mês de outubro representa uma elevação expressiva nas vendas do comércio varejista. Embora ainda estejamos vivendo uma crise econômica que impacta de maneira muito forte o orçamento das famílias brasileiras, já observamos sinais de reação em alguns segmentos e a expectativa é que o Dia das Crianças já concretize este alento para o varejo gaúcho - aponta o presidente da FCDL-RS, Vitor Augusto Koch.
Em relação ao que se prevê como opções de compras dos pais para os pequenos, a FCDL-RS acredita que os presentes deverão ter menos tecnologia e menor vinculação com grifes famosas de heróis infantis, em virtude da necessidade do consumidor encontrar preços mais atrativos. Calcula-se um volume de vendas semelhante ao de 2015, mas com um ticket médio um pouco menor, na casa dos R$ 90,00.
- Com as taxas de juros astronômicas do cheque especial e do rotativo do cartão de crédito, as famílias estão optando por fazer compras à vista, com custo menor. Isso deve se manter, também, nas aquisições para esta data especial. Por isso, entendemos que bonecas, jogos manuais e carrinhos deverão ser os presentes mais vendidos neste ano. A exceção deve ficar no caso de smartphones, muito pela moda do jogo Pokemon-Go, que exige aparelhos com sistema operacional mais moderno - enfatiza Vitor Koch.
A FCDL-RS lembra aos lojistas que as crianças são exigentes e que influenciam decisivamente na compra que os pais poderão fazer. Então, o comerciante precisa recepcionar muito bem toda a família e mimar seus pequenos consumidores. A sugestão da entidade associativista é apostar em um ambiente que chame a atenção da criançada, e, se for possível, na oferta de guloseimas e brindes para elas.

Redação: César Moraes

Última atualização ( Sex, 07 de Outubro de 2016 17:01 )
 

Inadimplência das empresas cresce 11% em agosto, mas desacelera pelo quinto mês consecutivo, mostra SPC Brasil e CNDL

Inadimplência das empresas cresce 11% em agosto, mas desacelera pelo quinto mês consecutivo, mostra SPC Brasil e CNDL
Entre as quatro regiões analisadas, Nordeste teve a maior alta anual no número de empresas devedoras. Sudeste não foi considerado devido à lei que dificulta a negativação de pessoas físicas e jurídicas em São Paulo
O crescimento do número de empresas inadimplentes desacelerou pelo quinto mês consecutivo, mas ainda é bastante elevado, de acordo com dados do Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) e da Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL). O total de pessoas jurídicas com pendências atrasadas cresceu 10,78% em agosto na comparação com o mesmo mês do ano anterior, percentual referente a quatro regiões pesquisadas - Centro-Oeste, Norte, Nordeste e Sul. A região Sudeste não foi considerada devido à Lei Estadual nº 15.659 que vigora no estado de São Paulo e dificulta a negativação de pessoas físicas e jurídicas no estado.
Entre as regiões analisadas, o Nordeste foi a que apresentou a maior variação no número de empresas com o CNPJ registrado nas listas de negativados: um avanço anual de 13,52%. No Norte, a inadimplência de pessoas jurídicas também registrou forte avanço, crescendo 10,66% na comparação entre agosto e o mesmo mês do ano anterior. As regiões Centro-Oeste e Sul apresentaram variações menores do número de devedores, mas, ainda assim, os números são expressivos: 9,86% e 8,17%, respectivamente.
“A inadimplência das empresas cresceu significativamente no final de 2015 e desde o segundo trimestre de 2016 vem mostrando acomodação. Porém, este crescimento mais discreto da inadimplência das empresas não está ligado a uma melhora na sua capacidade de pagamento”, explica o presidente da CNDL, Honório Pinheiro. “O principal fator influenciador é relacionado ao aumento da restrição ao crédito, principalmente via aumento das taxas de juros, critérios mais rígidos para concessão de crédito por parte dos bancos e à maior incerteza por parte dos empresários, o que acaba levando o segmento a contrair menos dívidas, adiando novos investimentos e contendo avanços da inadimplência.”
“As dificuldades econômicas persistem e o cenário de desemprego elevado e de queda do faturamento das empresas continua afetando a capacidade de pagamento tanto das empresas quanto da população”, analisa o presidente do SPC Brasil, Roque Pellizzaro.
Setor de Serviços concentra maior parte das dívidas pendentes
O setor de Serviços, que engloba os bancos e financeiras, lidera a participação no total de dívidas em atraso das empresas em todas as regiões pesquisadas, ou seja, para quem as empresas e pessoas estão devendo. Em todas as quatro regiões analisadas, o setor concentra mais da metade do total de dívidas em atraso. O segundo maior credor em todas as regiões é o setor de Comércio.
Considerando o total de dívidas em atraso pendentes das empresas, o destaque também fica no Nordeste: um aumento de 16,58% na comparação entre agosto de 2016 e o mesmo mês do ano anterior. Na região Norte, o crescimento do número de dívidas de pessoas jurídicas também foi alto, de 13,68% e, com variação menor, aparecem o Centro-Oeste (11,51%) e o Sul (10,74%).

Entre as quatro regiões analisadas, Nordeste teve a maior alta anual no número de empresas devedoras. Sudeste não foi considerado devido à lei que dificulta a negativação de pessoas físicas e jurídicas em São Paulo

O crescimento do número de empresas inadimplentes desacelerou pelo quinto mês consecutivo, mas ainda é bastante elevado, de acordo com dados do Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) e da Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL). O total de pessoas jurídicas com pendências atrasadas cresceu 10,78% em agosto na comparação com o mesmo mês do ano anterior, percentual referente a quatro regiões pesquisadas - Centro-Oeste, Norte, Nordeste e Sul. A região Sudeste não foi considerada devido à Lei Estadual nº 15.659 que vigora no estado de São Paulo e dificulta a negativação de pessoas físicas e jurídicas no estado.

Entre as regiões analisadas, o Nordeste foi a que apresentou a maior variação no número de empresas com o CNPJ registrado nas listas de negativados: um avanço anual de 13,52%. No Norte, a inadimplência de pessoas jurídicas também registrou forte avanço, crescendo 10,66% na comparação entre agosto e o mesmo mês do ano anterior. As regiões Centro-Oeste e Sul apresentaram variações menores do número de devedores, mas, ainda assim, os números são expressivos: 9,86% e 8,17%, respectivamente.

“A inadimplência das empresas cresceu significativamente no final de 2015 e desde o segundo trimestre de 2016 vem mostrando acomodação. Porém, este crescimento mais discreto da inadimplência das empresas não está ligado a uma melhora na sua capacidade de pagamento”, explica o presidente da CNDL, Honório Pinheiro. “O principal fator influenciador é relacionado ao aumento da restrição ao crédito, principalmente via aumento das taxas de juros, critérios mais rígidos para concessão de crédito por parte dos bancos e à maior incerteza por parte dos empresários, o que acaba levando o segmento a contrair menos dívidas, adiando novos investimentos e contendo avanços da inadimplência.”

“As dificuldades econômicas persistem e o cenário de desemprego elevado e de queda do faturamento das empresas continua afetando a capacidade de pagamento tanto das empresas quanto da população”, analisa o presidente do SPC Brasil, Roque Pellizzaro.

Setor de Serviços concentra maior parte das dívidas pendentes

O setor de Serviços, que engloba os bancos e financeiras, lidera a participação no total de dívidas em atraso das empresas em todas as regiões pesquisadas, ou seja, para quem as empresas e pessoas estão devendo. Em todas as quatro regiões analisadas, o setor concentra mais da metade do total de dívidas em atraso. O segundo maior credor em todas as regiões é o setor de Comércio.

Considerando o total de dívidas em atraso pendentes das empresas, o destaque também fica no Nordeste: um aumento de 16,58% na comparação entre agosto de 2016 e o mesmo mês do ano anterior. Na região Norte, o crescimento do número de dívidas de pessoas jurídicas também foi alto, de 13,68% e, com variação menor, aparecem o Centro-Oeste (11,51%) e o Sul (10,74%).

 

Demanda por investimento dos MPEs cresce pelo segundo mês seguido em agosto e atinge 28,08 pontos

Demanda por investimento dos MPEs cresce pelo segundo mês seguido em agosto e atinge 28,08 pontos
Dados do Indicador de Propensão a Investir do Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) e da Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) mostram que a intenção de fazer investimentos por parte dos micro e pequenos empresários de varejo e serviços subiu pelo segundo mês consecutivo, passando de 24,20 pontos em julho para 28,08 pontos em agosto. Apesar da alta mensal de 3,88 pontos, o resultado ainda está abaixo do pico da série histórica (32,06 em maio de 2015). Quanto mais próximo de 100, maior a propensão de investir; quanto mais próximo de zero, menor a propensão.
Para o presidente da CNDL, Honório Pinheiro, a retomada da economia poderá aumentar o apetite dos micro e pequenos empresários por investimento, mas o cenário ainda é de receio. “Por ora, o quadro é de arrefecimento da piora das condições econômicas”, alerta Pinheiro. “Alguns indicadores macroeconômicos já dão mostras de que a pior fase da crise pode ter ficado para trás, mas a plena recuperação das condições ainda será lenta e gradual”, analisa.
Em termos percentuais, 69,9% dos micro e pequenos empresários de varejo e serviços não pretendem investir nos próximos três meses, sendo a principal razão a falta de confiança diante da crise (43,1%). Outros 38,1% dizem não ver necessidade de investir e 14,1% afirmam ter feito investimentos recentes. “Além do impacto da crise econômica, o aumento do custo do capital torna os empresários mais cautelosos para expandir seus negócios com investimentos”, explica o presidente do SPC Brasil, Roque Pellizzaro.
Entre a parcela minoritária que pretende investir nos próximos 90 dias (21,7%), os investimentos prioritários serão a compra de equipamentos, maquinário e computadores (32,2%), o investimento em mídia e propaganda (28,2%), a ampliação de estoques (27,6%) e a reforma da empresa (24,7%). Entre esses empresários, 58,6% relatam que o objetivo dos investimentos é aumentar as vendas e, para 53,4% a principal fonte de recursos será o capital próprio, retirado da poupança e de investimentos financeiros e/ou da venda de algum bem (20,7%).
Principal justificativa para não contratar crédito é conseguir se manter com recursos próprios
O SPC Brasil e a CNDL também investigaram a baixa procura por crédito dos micro e pequenos empresários. Em agosto, o Indicador de Demanda por Crédito MPE de Varejo e Serviços registrou um pequeno avanço na comparação com o mês anterior, passando de 10,78 para 15,47 pontos. Na comparação com agosto de 2015, quando marcara 13,85 pontos, o indicador ficou praticamente estável.
De acordo com o levantamento, apenas 7,6% dos MPEs possuem a intenção de contrair crédito para seus negócios no horizonte de 90 dias. Em sentido inverso, 82,2% declararam não ter essa intenção. Quando indagados sobre a negativa, 36,2% desses empresários disseram que conseguem manter suas empresas com recursos próprios, sendo desnecessário buscar outras fontes e 32,1% alegaram que não pretendem contratar recursos de terceiros agora por estarem inseguros com as condições econômicas do país.
“A busca por crédito ainda não é tão presente no contexto do pequeno empresário quanto no do grande empresário, prova disso é o fato de que a maior parte dos micro e pequenos empresários que não pretendem contratar crédito diz que se mantém sem recursos de terceiros. Nesse sentido, a criação de linhas de crédito específicas, com custo mais baixo, poderá contribuir para uma gestão financeira mais eficiente e para a expansão do negócio”, afirma Pellizzaro.
Para os que avaliam estar difícil tomar crédito no mercado (35,5%), o excesso de burocracia é a razão mais citada para a dificuldade (44,7%), seguida pelas taxas de juros consideradas elevadas (29,6%). Já para os que consideram ser fácil contratar crédito (20,0%), o bom relacionamento com o banco é a principal razão, citada por 30,6%. Estar com a documentação em dia (18,1%) também é um fator que ajuda.
Para mais de um terço dos entrevistados (30,8%), a modalidade de crédito mais difícil de ser contratada é o empréstimo em instituições financeiras. Os financiamentos nessas instituições são citados por 17,0% e o crédito junto a fornecedores foi citado por 13,4%.
Metodologia
Os Indicadores de Demanda por Crédito e de Propensão para investimentos do Micro e Pequeno Empresário calculados pelo Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) e pela Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) levam em consideração 800 empreendimentos com até 49 funcionários, nas 27 unidades da federação, incluindo capitais e interior. As micro e pequenas empresas representam 39% e 35% do universo de empresas brasileiras nos segmentos de comércio e serviços, respectivamente.

Dados do Indicador de Propensão a Investir do Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) e da Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) mostram que a intenção de fazer investimentos por parte dos micro e pequenos empresários de varejo e serviços subiu pelo segundo mês consecutivo, passando de 24,20 pontos em julho para 28,08 pontos em agosto. Apesar da alta mensal de 3,88 pontos, o resultado ainda está abaixo do pico da série histórica (32,06 em maio de 2015). Quanto mais próximo de 100, maior a propensão de investir; quanto mais próximo de zero, menor a propensão.

Para o presidente da CNDL, Honório Pinheiro, a retomada da economia poderá aumentar o apetite dos micro e pequenos empresários por investimento, mas o cenário ainda é de receio. “Por ora, o quadro é de arrefecimento da piora das condições econômicas”, alerta Pinheiro. “Alguns indicadores macroeconômicos já dão mostras de que a pior fase da crise pode ter ficado para trás, mas a plena recuperação das condições ainda será lenta e gradual”, analisa.

Em termos percentuais, 69,9% dos micro e pequenos empresários de varejo e serviços não pretendem investir nos próximos três meses, sendo a principal razão a falta de confiança diante da crise (43,1%). Outros 38,1% dizem não ver necessidade de investir e 14,1% afirmam ter feito investimentos recentes. “Além do impacto da crise econômica, o aumento do custo do capital torna os empresários mais cautelosos para expandir seus negócios com investimentos”, explica o presidente do SPC Brasil, Roque Pellizzaro.

Entre a parcela minoritária que pretende investir nos próximos 90 dias (21,7%), os investimentos prioritários serão a compra de equipamentos, maquinário e computadores (32,2%), o investimento em mídia e propaganda (28,2%), a ampliação de estoques (27,6%) e a reforma da empresa (24,7%). Entre esses empresários, 58,6% relatam que o objetivo dos investimentos é aumentar as vendas e, para 53,4% a principal fonte de recursos será o capital próprio, retirado da poupança e de investimentos financeiros e/ou da venda de algum bem (20,7%).

Principal justificativa para não contratar crédito é conseguir se manter com recursos próprios

O SPC Brasil e a CNDL também investigaram a baixa procura por crédito dos micro e pequenos empresários. Em agosto, o Indicador de Demanda por Crédito MPE de Varejo e Serviços registrou um pequeno avanço na comparação com o mês anterior, passando de 10,78 para 15,47 pontos. Na comparação com agosto de 2015, quando marcara 13,85 pontos, o indicador ficou praticamente estável.

De acordo com o levantamento, apenas 7,6% dos MPEs possuem a intenção de contrair crédito para seus negócios no horizonte de 90 dias. Em sentido inverso, 82,2% declararam não ter essa intenção. Quando indagados sobre a negativa, 36,2% desses empresários disseram que conseguem manter suas empresas com recursos próprios, sendo desnecessário buscar outras fontes e 32,1% alegaram que não pretendem contratar recursos de terceiros agora por estarem inseguros com as condições econômicas do país.

“A busca por crédito ainda não é tão presente no contexto do pequeno empresário quanto no do grande empresário, prova disso é o fato de que a maior parte dos micro e pequenos empresários que não pretendem contratar crédito diz que se mantém sem recursos de terceiros. Nesse sentido, a criação de linhas de crédito específicas, com custo mais baixo, poderá contribuir para uma gestão financeira mais eficiente e para a expansão do negócio”, afirma Pellizzaro.

Para os que avaliam estar difícil tomar crédito no mercado (35,5%), o excesso de burocracia é a razão mais citada para a dificuldade (44,7%), seguida pelas taxas de juros consideradas elevadas (29,6%). Já para os que consideram ser fácil contratar crédito (20,0%), o bom relacionamento com o banco é a principal razão, citada por 30,6%. Estar com a documentação em dia (18,1%) também é um fator que ajuda.

Para mais de um terço dos entrevistados (30,8%), a modalidade de crédito mais difícil de ser contratada é o empréstimo em instituições financeiras. Os financiamentos nessas instituições são citados por 17,0% e o crédito junto a fornecedores foi citado por 13,4%.

Metodologia

Os Indicadores de Demanda por Crédito e de Propensão para investimentos do Micro e Pequeno Empresário calculados pelo Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) e pela Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) levam em consideração 800 empreendimentos com até 49 funcionários, nas 27 unidades da federação, incluindo capitais e interior. As micro e pequenas empresas representam 39% e 35% do universo de empresas brasileiras nos segmentos de comércio e serviços, respectivamente.

 

42% dos inadimplentes não sabem ao certo o número de parcelas que têm a pagar

A falta de atenção em relação a educação financeira e o desconhecimento a respeito das próprias contas são algumas das razões que comumente dificultam o pagamento das dívidas atrasadas e a organização do orçamento familiar. Segundo uma pesquisa nacional realizada pelo Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) e pela Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL), 42,2% dos inadimplentes não têm muito conhecimento sobre o número de parcelas das compras a crédito que serão pagas no próximo mês, três em cada dez (33,9%) não sabem ao certo o valor das contas básicas e 40,3% desconhecem até mesmo sua renda total.

De acordo com o educador financeiro do SPC Brasil, José Vignoli, estar a par do orçamento é essencial para uma vida financeira livre dos riscos da inadimplência. “O baixo conhecimento das contas, das parcelas a pagar e dos produtos e serviços adquiridos por meio do crédito indica que o consumidor perdeu o controle da situação. Nesse cenário, é extremamente difícil sair da inadimplência, pois a pessoa se torna incapaz de negociar melhor as dívidas e até mesmo de identificar as áreas em que é preciso realizar ajustes e cortes de gastos”, afirma Vignoli.

A pesquisa mostra que quatro em cada dez brasileiros inadimplentes não tem conhecimento sobre os valores dos produtos e serviços comprados a crédito que serão pagos no próximo mês (43,5%) e nem quais são eles (43,5%). “Seja qual for o motivo que levou o consumidor a tornar-se inadimplente, uma coisa é certa: deixar de acompanhar atentamente as próprias finanças e contas só piora as coisas, pois só assim é possível viver dentro do padrão de vida adequado à sua realidade”, aconselha o educador financeiro. Prova disso é que 23,5% dos inadimplentes nunca ou na minoria das vezes conseguem fechar o mês com todas as contas pagas.

Quando perguntados sobre quais são as prioridades financeiras, as mais citadas foram a compra de alimentos, produtos de higiene e limpeza (43,9%), seguido pelo pagamento no prazo das contas mensais, como luz e telefone (30,6%) e o pagamento das dívidas em atraso para limpar o nome (11%).

Para a economista-chefe do SPC Brasil, Marcela Kawauti, com a recessão econômica, o desemprego e os efeitos da inflação, o poder de compra e de pagamento de contas das pessoas foi enfraquecido. “Além da dificuldade dos consumidores em arcar com suas dívidas, as empresas que prestam serviços básicos, como de água, luz e plano de saúde, mostram cada vez mais disposição em negativar os inadimplentes, como forma de acelerar o recebimento dos compromissos em atraso”, explica Kawauti.



Maioria dos inadimplentes reduziu o consumo de lazer e supérfluos

A inadimplência, o acesso mais restrito ao crédito e a maior dificuldade no pagamento de dívidas fizeram com que parcelas significativas de brasileiros inadimplentes mudassem alguns hábitos de consumo:

  • 79,7% fizeram cortes e ajustes no orçamento;
  • 77,7% abriram mão de coisas que consumiam antes;
  • 75,9% deixaram de fazer compras parceladas;
  • 71,4% agora evitam comprar roupas e calçados;
  • 64,0% deixaram de sair com amigos e familiares para bares e restaurantes;
  • 56,6% cortaram alimentos supérfluos.


Segundo Vignoli, os resultados da pesquisa revelam que os problemas com dívidas em atraso impõem restrições consideráveis ao consumo, obrigando os consumidores a rever o orçamento e se adaptarem à nova condição.“

Caso não haja a possibilidade de adotar medidas para aumentar a renda, os inadimplentes se veem obrigados a abandonar hábitos de compra, trocar marcas tradicionais por outras mais acessíveis e deixar de adquirir determinados itens em favor de outros que são prioritários. São mudanças impactantes no padrão de vida, mas é fundamental para que as pessoas consigam obter sobras financeiras no orçamento e possam pagar as dívidas pendentes”, conclui o educador financeiro.

 

Número de brasileiros negativados cai pelo terceiro mês seguido e atinge 58,8 milhões

De acordo com a estimativa do Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) e da Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL), o número de brasileiros negativados caiu pelo terceiro mês consecutivo e atingiu 58,8 milhões em agosto. Em maio, a estimativa apontava 59,3 milhões de inadimplentes e, desde então, passou para 59,1 milhões em junho, 58,9 milhões em julho. Apesar da queda nos últimos meses, esse número é considerado elevado pelos especialistas por representar 39,46% da população adulta no país.
“Apesar da queda no número de inadimplentes, ainda é cedo para considerar que a tendência de retração da inadimplência se manterá ao longo dos próximos meses”, afirma o presidente da CNDL, Honório Pinheiro. “O país enfrenta dois movimentos distintos na economia e que impactam a inadimplência em direções opostas. Por um lado, há o aumento do desemprego, queda na renda e inflação elevada que restringem o poder de compra da população, afetando negativamente sua capacidade de pagamento. O outro movimento é a maior restrição ao crédito, dada a elevada taxa de juros e a maior incerteza por parte dos tomadores e concedentes de crédito”, explica Pinheiro.
Para a economista-chefe do SPC Brasil, Marcela Kawauti, ambos os fatores do cenário econômico afetam mais os indicadores de inadimplência do que a capacidade de pagamento dos consumidores: “Esse movimento de desaceleração não necessariamente está ligado a uma melhoria na capacidade de pagar as dívidas pendentes. Com a retomada do ambiente econômico acontecendo de forma lenta, ainda demorará para termos um aumento expressivo do número de empregos e renda, fatores que podem impactar positivamente no pagamento de pendências.”

Nordeste é a região com maior número de inadimplentes

A estimativa por região do país mostra que o Nordeste concentra o maior número absoluto de negativados, somando 15,38 milhões de consumidores nesta situação, o que representa 38,99% da população adulta da região. Em seguida, aparece o Sul, com 8,32 milhões de inadimplentes (37,65% da população adulta). Destaca-se a região Norte que, com 5,41 milhões de devedores, possui 46,97% de sua população adulta incluída nas listas de negativados - o maior percentual entre as regiões pesquisadas. O Centro-Oeste, por sua vez, aparece com um total de 4,89 milhões de inadimplentes, ou 43,25% da população.
Quando consideramos o total das quatro regiões, o número de inadimplentes cresceu 0,31% em agosto. A região Nordeste foi a única que teve crescimento no número de devedores: alta de 2,04% na comparação com agosto de 2015. Em seguida, a região Norte, com retração de 0,75%, Centro-Oeste com recuo de -1,25% e a região Sul, também com retração, de -1,39%. O indicador não considera a região Sudeste devido à Lei Estadual nº 15.659, que dificulta a negativação de consumidores em São Paulo.

Quantidade de dívidas atrasadas diminui pela primeira vez desde 2010

O indicador do SPC Brasil e da CNDL também verificou o primeiro recuo na quantidade de dívidas atrasadas desde o início da série histórica, em 2010. Ainda, que seja um recuo modesto, na comparação entre agosto de 2016 e o mesmo mês do ano passado houve retração de 0,76%, considerando as quatro regiões pesquisadas. O Nordeste novamente se destaca: a alta do indicador em agosto foi de 1,37% - única região a apresentar crescimento. Em seguida aparecem o Norte, com variação negativa de 0,17%, o Centro-Oeste com recuo de -2,72% e a região Sul com a maior retração, de -3,46%.
A abertura do indicador de dívidas em atraso por setor da economia mostra que o brasileiro ainda enfrenta dificuldades para realizar o pagamento de contas básicas. O maior avanço no número de dívidas foi com as empresas concessionárias de serviços como água e luz, cuja alta atingiu 2,34% na comparação anual. “Além da maior dificuldade do consumidor em arcar até mesmo com suas contas básicas, em meio à crise econômica, as empresas desses serviços mostram mais disposição em negativar os consumidores inadimplentes como forma de acelerar o recebimento dos compromissos em atraso. Tem se tornado mais comum que essas empresas negativem o CPF do residente antes de realizar o corte no fornecimento”, afirma a economista-chefe Marcela Kawauti.
Já as dívidas com os bancos caíram -0,54% e as de comércio cresceram 0,55%, ambos na base anual de comparação. A maior retração foi no setor de comunicação, que engloba TV por assinatura, internet e telefonia, com recuo de -6,80%. Para os especialistas do SPC Brasil, esta queda ainda não pode ser configurada como tendência para o segmento, mas sim uma acomodação, já que o setor foi o destaque negativo da inadimplência ao longo de vários meses em 2015, apresentando as maiores altas do indicador.
Ainda que o crescimento das dívidas no setor de contas de água e luz seja o principal destaque do mês de julho, as dívidas com os bancos são as que concentram, proporcionalmente, o maior número de pendências, com participação de 42,32% no total de dívidas em atraso das quatro regiões, seguido do comércio, com 24,62% e do setor de comunicação, com 12,51%. O setor de água e luz concentra 8,89% do total de pendências.

Metodologia

O indicador de inadimplência do consumidor sumariza todas as informações disponíveis nas bases de dados do SPC Brasil (Serviço de Proteção ao Crédito) e da CNDL (Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas), com exceção da região Sudeste, uma vez que a chamada “Lei do AR” impõe dificuldades para negativação no estado de São Paulo. As informações disponíveis referem-se a capitais e interior das 27 unidades da federação.

 

48% dos comerciantes e prestadores de serviços acreditam que o segundo semestre será melhor para a economia

Uma pesquisa realizada pelo Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) e pela Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) com varejistas e prestadores de serviços das 27 capitais e do interior do Brasil mostra que, em geral, o ânimo dos empresários para os próximos meses melhorou na comparação com o começo do ano. O levantamento revela que caiu de 60,2% em abril para 39,5% em agosto o percentual dos empresários que consideram a crise econômica muito grave. Para 47,9%, o segundo semestre será melhor do que o primeiro, enquanto apenas 6,8% acreditam que será pior, bem abaixo 39,5% que pensavam o mesmo no primeiro semestre.
Em meio à crise, algumas medidas foram estão sendo tomadas pelos empresários para se manterem no mercado. A principal delas é a contenção de despesas, adotada por 38,0% - percentual menor que o verificado em abril, quando era de 45,1%. Em segundo e terceiro lugar aparecem a redução dos preços (17,3%) e a demissão de funcionários (10,1%). Já o investimento em propaganda e marketing e a mudança de foco no perfil do cliente aumentaram entre abril e agosto de 2016, respectivamente de 4,8% para 7,7% e de 2,3% para 6,1%.
“É importante ter em vista que a melhora do padrão de gastos pode ser um legado positivo da crise”, explica o presidente da CNDL, Honório Pinheiro. “Mesmo em períodos de bonança, o empresário deve buscar fazer o máximo com o mínimo de recursos, sem que isso prejudique a qualidade daquilo que oferta”.
“Os dados da pesquisa são consistentes com a discreta melhora dos indicadores de confiança tanto por parte dos consumidores como por parte dos empresários e as expectativas de que a economia inicie a retomada no próximo ano”, afirma. Para Pinheiro, a melhor notícia é que, tendo em vista o cenário de crise na economia, a larga maioria dos entrevistados não pretende demitir funcionários atualmente: 84,1% afastam a possibilidade de reduzir o quadro, contra 8,6% que consideram esta atitude. “A decisão de demitir em razão da crise é algo que o empresário tende a postergar, pois a recontratação posterior é custosa”.
No entanto, pela sua gravidade, a crise teve fortes impactos nas empresas. De acordo com a pesquisa, 62,9% dos entrevistados tiveram que demitir funcionários no primeiro semestre. Ainda como reflexo das dificuldades econômicas, metade dos entrevistados dizem estar com seu negócio estagnado; 12,9% dizem estar em crise e outros 13,1% no vermelho. Cerca de 20% afirmam estar em crescimento.
Na percepção dos empresários que se dizem afetados pela crise (87,3%), o maior impacto sobre os seus negócios foi a diminuição das vendas (70,0%), com percentual menor que a sondagem para o primeiro semestre (82,7%). Os demais motivos mais citados também tiveram queda na comparação: aumento do pagamento de impostos (33,8% ante 51,0%), e a inadimplência dos clientes (31,8% ante 32,8%).

Combate à corrupção, aumento dos impostos e inflação

Na percepção dos empresários, o maior impacto da crise política sobre a economia foi o aumento do desemprego (65,8%), seguido do aumento dos impostos (50,5%), e a redução das vendas (45,7%). A proporção dos que mencionaram esses dois últimos impactos caiu na comparação entre abril, quando eram de 63,6% e 59,2% respectivamente.
Para que o Brasil volte a crescer, as principais atitudes a serem tomadas na opinião dos empresários são a redução dos impostos (42,7%), o combate à corrupção (42,7%) e o controle da inflação (39,1%).
O levantamento do SPC Brasil e da CNDL mostrou que o maior temor dos empresários é que o país não saia da crise em 2016. Porém, o percentual caiu em relação ao levantamento de abril, de 41,1% para 33,5%.
Segundo a economista-chefe do SPC Brasil, Marcela Kawauti, se os ajustes propostos pela equipe econômica do governo não forem aprovados ou postos em prática, a situação ainda pode se agravar. “As projeções dos economistas apontam para uma queda do PIB superior a 3,0% em 2016, com resultado levemente positivo em 2017. Diante disso, é importante para os empresários buscarem opções de crédito mais baratas e estreitar o relacionamento com os clientes como forma de sustentar as vendas do negócio e sobreviver à turbulência”, diz Kawauti. “O PIB pode até voltar a crescer no próximo ano, mas ainda teremos que tratar a questão tributária, a excessiva burocracia e a infraestrutura deficiente”, conclui.


Metodologia

A pesquisa do Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) e da Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) foi realizada com 822 empresários de todos os portes dos segmentos de comércio e serviços nas 27 capitais e no interior.

Última atualização ( Ter, 06 de Setembro de 2016 14:35 )
 
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