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Estudo revela as 20 cidades com maior renda média do Brasil; veja ranking

A cidade com maior renda média domiciliar do País não é uma capital, mas fica perto. Santana de Parnaíba, na região metropolitana de São Paulo, lidera o ranking das 20 cidades brasileiras com maior renda média domiciliar do Brasil, seguida por São Caetano do Sul (SP) e Niterói (RJ). Destes 20 municípios, 14 estão na região Sudeste. O levantamento foi realizado pela Geofusion, empresa especializada em inteligência geográfica de mercado, e está disponível em http://blog.geofusion.com.br/estudo-20-cidades-maior-renda-brasil. Em quarto lugar, ficou Nova Lima (MG) e, em seguida, está Vitória (ES), a primeira capital da lista.

As 20 cidades brasileiras com maior renda

Posição

Região

Município

UF

Renda Média 2015 (R$)

Sudeste

Santana de Parnaíba

SP

10.225,53

Sudeste

São Caetano do Sul

SP

9.796,21

Sudeste

Niterói

RJ

9.494,79

Sudeste

Nova Lima

MG

9.052,53

Sudeste

Vitória

ES

8.179,40

Centro-oeste

Brasília

DF

7.917,93

Sudeste

Valinhos

SP

7.650,65

Sudeste

Santos

SP

7.486,78

Sudeste

Vinhedo

SP

7.458,77

10º

Sudeste

São Paulo

SP

7.355,29

11º

Sul

Rio Fortuna

SC

7.309,96

12º

Sudeste

Rio de Janeiro

RJ

7.210,82

13º

Sul

Florianópolis

SC

7.179,68

14º

Sudeste

Belo Horizonte

MG

7.138,89

15º

Sudeste

Jundiaí

SP

6.853,17

16º

Sul

Porto Alegre

RS

6.721,99

17º

Sul

Curitiba

PR

6.696,30

18º

Sudeste

Holambra

SP

6.691,21

19º

Sudeste

Santo André

SP

6.476,55

20º

Sul

Guabiju

RS

6.340,90

Os rankings de renda de cada região, bem como o das capitais brasileiras, estão no blog da Geofusion.

A região Sudeste também se destaca por receber 48,76% da população turística de negócios, tendo 247 cidades com potencial para este tipo de turismo. Outro dado interessante é que das 20 cidades do ranking, nove estão no estado de São Paulo - o mais populoso do Brasil, com aproximadamente 44,4 milhões de habitantes, concentrando 21,7% da população total do País, segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estátística (IBGE). A economia de suas representantes neste ranking é baseada principalmente nos setores de comércio e serviços, como é o caso da primeira colocada, Santana de Parnaíba.

A segunda região que mais se destaca entre as cidades com maior renda média é a Sul – com cinco municípios. Um ponto interessante são que Rio Fortuna (SC), em 11° lugar, e Guabiju (RS), na 20ª posição, possuem menos de 5 mil habitantes, 4.582 e 1.612, respectivamente; e a economia é baseada principalmente na agropecuária familiar. São considerados excelentes locais para se viver, pois apresentam um elevado Índice de Desenvolvimento Humano (IDH), segundo o IBGE. Rio Fortuna tem IDH de 0,806 e Guabiju de 0,758.

Brasília, no Distrito Federal, é a única representante da região Centro-Oeste e se encontra na 6ª posição, a frente de capitais como São Paulo - SP (10ª), Rio de Janeiro - RJ (12ª), Florianópolis - SC (13ª), Belo Horizonte - MG (14ª), Porto Alegre - RS (16ª) e Curitiba - PR (17ª). A capital do Brasil, que hoje está à beira de atingir os 3 milhões de habitantes, foi projetada para que não ultrapassasse os 500 mil - esse número foi superado entre as décadas de 70 e 90, mas, como pode-se notar, conseguiu evoluir sem afetar a média de seu nível de renda. Além de ser um centro político, a cidade também se apresenta como um importante eixo financeiro. Por ser extremamente plana, a construção civil é um dos fortes setores de sua economia, assim como a agricultura. Cidades das regiões Norte e Nordeste não apareceram entre as 20 com maior renda.

O estudo foi baseado nas Projeções Sociodemográficas 2015 da Geofusion, que estimam dados sobre o perfil da população de todo o Brasil. A metodologia leva em conta diversas pesquisas do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), como o Censo, a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD) e Estimativas e Contagens da População.

Sobre a Geofusion

A Geofusion é uma empresa de inteligência geográfica de mercado com 20 anos de história e mais de 300 clientes. O foco da companhia é ajudar profissionais a descobrir onde vender mais, reduzir custos e alcançar melhores resultados.

Para cumprir essa missão, a Geofusion desenvolveu o OnMaps, um software na nuvem que ajuda seus clientes a dominarem o mercado. O OnMaps proporciona tecnologia, conteúdo e inteligência para análises que geram decisões seguras e de alto impacto.

www.geofusion.com.br

 

Cresce desemprego pelo segundo mês consecutivo na RMPA

O desemprego aumentou pelo segundo mês consecutivo na Região Metropolitana de Porto Alegre. “A razão é o aumento na População Economicamente Ativa (PEA), ou seja, aumento do ingresso de pessoas no mercado de trabalho. A ocupação até cresceu, mas foi insuficiente para absorver o crescimento do número de pessoas que procuram uma vaga”, explicou a economista da FEE, Iracema Castelo Branco, durante coletiva de apresentação dos dados da PED-RMPA, nesta quarta-feira, 26.

Os dados da pesquisa realizada por FEE, DIEESE e FGTAS revelaram que a taxa de desemprego total passou de 10,7% em agosto para 11,0% em setembro. A taxa de desemprego aberto teve aumento leve, ao passar de 9,6% para 9,9% da PEA. O número total de desempregados foi estimado em 211 mil pessoas, mais 7 mil em relação ao mês anterior. Conforme destaca Iracema, esse resultado deveu-se ao fato de que a oferta de novas vagas (mais 7 mil, 0,4%) é menor que o número de pessoas que passaram a procurar um emprego (mais 14 mil, 0,7%). Em setembro, o contingente foi estimado em 1.705 mil ocupados.

Iracema avalia que o aumento da PEA está ocorrendo nos últimos dois meses, revertendo uma tendência anterior. “Desde setembro de 2015, a taxa de desemprego estava estável ao redor de 10% e essa estabilidade se dava em função da redução da PEA. No entanto, esse cenário alterou nos últimos dois meses, quando passou a se registrar um aumento da PEA”, pontua. A pesquisadora explica que isso vem pressionando a taxa de desemprego porque a ocupação não cresce o suficiente para absorver a quantidade de pessoas que ingressam no mercado de trabalho.

Setores e posição na ocupação

Os setores que registraram aumento de empregos foram o Comércio; reparação de veículos automotores e motocicletas (mais 12 mil ocupados, ou 3,8%), a indústria de transformação (mais 4 mil ocupados, ou 1,3%) e a construção (mais 3 mil ocupados, ou 2,5%). Já o setor de serviços teve redução de 12 mil ocupados ou taxa de -1,3%.

O aumento de 23 mil vagas (2,4%) no setor privado foi responsável pela elevação de 1% do contingente de assalariados (mais 12 mil), já que o setor público registrou redução de 11 mil vagas (-5,5%). Ainda no âmbito do setor privado houve 12,8% de crescimento do emprego sem carteira assinada (mais 11 mil), enquanto o emprego com carteira aumentou 1,3% (mais 12 mil). Segundo o informe, em relação aos demais contingentes, constatou-se aumento no emprego doméstico (mails 8 mil, ou 8,9%) e redução para os trabalhadores autônomos (menos 2 mil, ou -0,8%) e para o agregado demais posições, que inclui empregadores, donos de negócio familiar, trabalhadores familiares sem remuneração, profissionais liberais, etc. (menos 11 mil, ou -6,1%).

Menos renda

Entre julho e agosto de 2016, o rendimento médio real apresentou redução de 5,9% para o total de ocupados, -5,7 para os assalariados e -7,8 % para os trabalhadores autônomos, correspondendo a R$ 1.846, R$ 1.880 e R$ 1.522 respectivamente.

 

Inadimplência das empresas volta a acelerar em setembro e cresce 12,20%

Região Nordeste lidera a alta dos atrasos em nome de pessoas jurídicas. Maior parte das empresas devedoras é do ramo do comércio
O número de empresas inadimplentes voltou a acelerar em setembro deste ano, após desacelerar por dois meses seguidos. De acordo com o indicador calculado pelo Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) e pela Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL), a alta foi de 12,20% na comparação com setembro do ano passado. Apesar do patamar ainda elevado, o crescimento da inadimplência em setembro é o terceiro menos intenso observado nos últimos nove meses da série histórica. Além do aumento no número de empresas inadimplentes, houve também um crescimento na variação da quantidade de dívidas em atraso em nome de pessoas jurídicas: 14,55% a mais em setembro frente a igual mês de 2015. Já na passagem de agosto de 2016 para o último mês de setembro, sem ajuste sazonal, a alta foi de 1,26% na quantidade de empresas inadimplentes e de 1,09% no volume de dívidas.
Os dados levam em consideração todas as regiões brasileiras com exceção do Sudeste, onde vigora no estado de São Paulo a Lei Estadual nº 15.659 que dificulta a negativação de pessoas físicas e jurídicas. Segundo o indicador, a região em que mais aumentou o número de empresas negativadas no último mês foi o Nordeste, com avanço de 14,62% na comparação com igual período de 2015. Em seguida aparece o Norte, que registrou avanço de 12,69% na mesma base de comparação, o Centro-Oeste (11,22) e o Sul (9,78%).
Para o presidente da CNDL, Honório Pinheiro, a recessão econômica afeta a capacidade das empresas de honrarem seus compromissos, principalmente por conta dos juros elevados, que encarecem o custo do capital. “A atividade econômica ainda enfraquecida prejudica o faturamento das empresas e, consequentemente a sua capacidade de pagamento. Se o cenário de recuperação econômica se confirmar, o que ainda não parece tão claro, podemos esperar uma desaceleração mais intensa no ritmo ainda alto do crescimento da inadimplência”, explica Pinheiro.
O setor que concentra o maior número de empresas negativadas é o de comércio. Mais da metade (50,29%) das empresas inadimplentes são estabelecimentos comerciais. O ramo de serviços aparece  com a segunda maior participação, concentrando 34,53% do total de pessoas jurídicas negativadas. No mês de setembro, o principal crescimento de empresas inadimplentes foi no setor de serviços, com variação de 15,22%. Em seguida, aparecem o comércio (11,67%), a indústria (11,51%) e a agricultura (7,33%).
De acordo com o indicador do SPC Brasil, o setor credor que apresentou o maior crescimento das dívidas de pessoas jurídicas - ou seja, para quem as empresas estão devendo - são o comércio (17,95%), seguidas das indústrias (17,14%). Completam o ranking de setor credor o segmento de serviços, que engloba bancos e financeiras (13,92%) e de agricultura (0,25%).
Metodologia
O indicador de inadimplência das empresas sumariza todas as informações disponíveis nas bases de dados do SPC Brasil (Serviço de Proteção ao Crédito) e da CNDL (Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas), com exceção da região Sudeste, uma vez que a chamada “Lei do AR” impõe dificuldades para negativação no estado de São Paulo. As informações disponíveis referem-se a capitais e interior das 27 unidades da federação.

Região Nordeste lidera a alta dos atrasos em nome de pessoas jurídicas. Maior parte das empresas devedoras é do ramo do comércio

O número de empresas inadimplentes voltou a acelerar em setembro deste ano, após desacelerar por dois meses seguidos. De acordo com o indicador calculado pelo Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) e pela Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL), a alta foi de 12,20% na comparação com setembro do ano passado. Apesar do patamar ainda elevado, o crescimento da inadimplência em setembro é o terceiro menos intenso observado nos últimos nove meses da série histórica. Além do aumento no número de empresas inadimplentes, houve também um crescimento na variação da quantidade de dívidas em atraso em nome de pessoas jurídicas: 14,55% a mais em setembro frente a igual mês de 2015. Já na passagem de agosto de 2016 para o último mês de setembro, sem ajuste sazonal, a alta foi de 1,26% na quantidade de empresas inadimplentes e de 1,09% no volume de dívidas.

Os dados levam em consideração todas as regiões brasileiras com exceção do Sudeste, onde vigora no estado de São Paulo a Lei Estadual nº 15.659 que dificulta a negativação de pessoas físicas e jurídicas. Segundo o indicador, a região em que mais aumentou o número de empresas negativadas no último mês foi o Nordeste, com avanço de 14,62% na comparação com igual período de 2015. Em seguida aparece o Norte, que registrou avanço de 12,69% na mesma base de comparação, o Centro-Oeste (11,22) e o Sul (9,78%).

Para o presidente da CNDL, Honório Pinheiro, a recessão econômica afeta a capacidade das empresas de honrarem seus compromissos, principalmente por conta dos juros elevados, que encarecem o custo do capital. “A atividade econômica ainda enfraquecida prejudica o faturamento das empresas e, consequentemente a sua capacidade de pagamento. Se o cenário de recuperação econômica se confirmar, o que ainda não parece tão claro, podemos esperar uma desaceleração mais intensa no ritmo ainda alto do crescimento da inadimplência”, explica Pinheiro.

O setor que concentra o maior número de empresas negativadas é o de comércio. Mais da metade (50,29%) das empresas inadimplentes são estabelecimentos comerciais. O ramo de serviços aparece  com a segunda maior participação, concentrando 34,53% do total de pessoas jurídicas negativadas. No mês de setembro, o principal crescimento de empresas inadimplentes foi no setor de serviços, com variação de 15,22%. Em seguida, aparecem o comércio (11,67%), a indústria (11,51%) e a agricultura (7,33%).

De acordo com o indicador do SPC Brasil, o setor credor que apresentou o maior crescimento das dívidas de pessoas jurídicas - ou seja, para quem as empresas estão devendo - são o comércio (17,95%), seguidas das indústrias (17,14%). Completam o ranking de setor credor o segmento de serviços, que engloba bancos e financeiras (13,92%) e de agricultura (0,25%).

Metodologia

O indicador de inadimplência das empresas sumariza todas as informações disponíveis nas bases de dados do SPC Brasil (Serviço de Proteção ao Crédito) e da CNDL (Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas), com exceção da região Sudeste, uma vez que a chamada “Lei do AR” impõe dificuldades para negativação no estado de São Paulo. As informações disponíveis referem-se a capitais e interior das 27 unidades da federação.

 

Franquias crescem 9% no 2º trimestre deste ano

São Paulo – De acordo com levantamento feito pela ABF – Associação Brasileira de Franchising, o mercado de franquias apontou crescimento de 9% no 2º trimestre deste ano, em relação ao mesmo período do ano passado. O segmento saltou de R$ 32.537 para R$ 35.180 bilhões em faturamento. Além dos bolsos que engordaram, o setor empregou mais de 1 milhão de pessoas.

A taxa de desempregados no País também levou muitos brasileiros a abrir o próprio negócio por necessidade. Afinal, de acordo com o relatório feito pelo Fundo Monetário Internacional (FMI), o Brasil deve fechar o ano com 11,2% de pessoas sem uma ocupação - um ponto percentual acima do previsto pelo FMI em abril. Para 2017, o desemprego deve chegar à marca de 11,5%.

Como algumas franquias apresentam baixo valor de investimento acabam sendo uma alternativa para quem quer empreender ou está desempregado. Uma saída tem sido a utilização do FGTS acumulado por anos de trabalho e a multa rescisória, em caso de demissão, como capital rápido para dar entrada em um novo negócio.

“Abrir o próprio negócio pode ser uma forma de se reerguer no mercado. Em média, como as taxas de abertura da franquia são mais amenas e não pesam tanto no bolso, é uma forma interessante de começar, já que o franqueado, na maioria das vezes, consegue o retorno do investimento em poucos meses”, explica o empresário e consultor Luciano Lugli, especialista em gestão de projetos e estratégia de negócios, fundador da franquia Especialista do Lar, de reparos e construção, do Grupo E-Lar.

“Em geral, as franquias apresentam um modelo de negócio sólido e com uma margem de lucratividade e retorno perene ao longo dos meses. Logo, isso oferece estabilidade e menos risco em tempos de crise”, acrescenta Lugli.

Para saber mais acesse: www.especialistadolar.com.br

Expansão

A franquia Especialista do Lar oferece serviços de manutenção, reparo, construção e reforma para residências, condomínios e empresas, além de projetos de adaptação para pessoas com necessidades de mobilidade. Projeta abrir 20 novas franquias e 2 filiais próprias até o final de 2017. O objetivo, além de aumentar a participação no segmento conhecido popularmente como “marido de aluguel”, é engordar a receita em mais de R$ 5 milhões, contra R$ 2,5 milhões previstos até o fim desse ano que, se confirmar, representa um aumento de 50% de crescimento.

A taxa de abertura da franquia é R$ 50 mil e o investimento para a implantação da unidade franqueada é em torno de R$ 40 mil para uma área a partir de 30 m². O faturamento estimado para o franqueado varia de R$ 30 a R$ 80 mil, de acordo com o modelo de atuação escolhido pelo empreendedor.

Entre os serviços oferecidos estão hidráulica, elétrica, pintura, vidraçaria, alvenaria, gesso, montagem de móveis, forros, telhados, jardinagem, limpeza de piscina, telhado e caixa d’água, instalação e manutenção de ar-condicionado, entre outros. A empresa tem em seu plano de negócios o modelo de franquias, com perspectivas de expansão em território nacional e em países do Mercosul.

 

Apenas três em cada dez comerciantes vão investir para o Natal; expectativa é de vendas 1,8% menores no final do ano

Com expectativas pouco otimistas para as vendas de fim de ano, os comerciantes brasileiros vão evitar novas contratações e farão poucos investimentos para o período natalino. Segundo uma pesquisa realizada em todas as capitais e no interior pelo Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) e pela Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) somente três em cada dez (27,9%) comerciantes pretendem investir em seus estabelecimentos para o Natal - no ano passado o percentual era de 32,8%. Os que garantem que não farão investimentos somam 65,4% dos varejistas consultados. A intenção de realizar novas contratações, incluindo mão de obra temporária, também é pequena: apenas 13,9% disseram que irão aumentar o quadro de funcionários no período. A maioria (84,8%) não contratou e nem pretende contratar mão de obra extra. Na média, os comerciantes entrevistados projetam uma queda de 1,8% no volume de vendas para o final deste ano na comparação com o mesmo período de 2015.
Quatro em cada dez (37,3%) comerciantes acreditam que as vendas de final de ano serão iguais as de 2015, período em que o país já enfrentava os efeitos da crise econômica. Os que acreditam em vendas mais fracas representam 28,0% dos empresários consultados, ao passo que os otimistas somam 23,6% da amostra. Na comparação com 2015, houve um crescimento de comerciantes que acreditam em vendas equivalentes as do ano passado. Dentre aqueles que acreditam em vendas piores neste fim de ano, a realidade econômica do país ajuda a explicar o pessimismo: 22,4% citam o desemprego como justificativa, enquanto 16,9% mencionam o orçamento mais apertado das famílias. Um em cada dez (11,7%) comerciantes demitiu algum funcionário nos últimos três meses, sendo que mais da metade (52,3%) desses varejistas tomaram a decisão dada a necessidade de reduzir a folha de pagamento da empresa, ainda que precisasse do funcionário.
Para os economistas do SPC Brasil, a baixa intenção de investimentos para atender à demanda típica do Natal - a mais importante em volume de vendas e faturamento para o varejo - é um reflexo direto do desânimo e da baixa confiança provocada pelos resultados ruins da economia brasileiras nos últimos anos. “Os empresários sabem que os efeitos da recessão impactam diretamente no bolso dos consumidores. Com a economia ainda fragilizada pela inflação alta, pela diminuição dos postos de trabalho e pela queda no poder de compra das famílias, o comércio varejista não espera uma reação muito positiva nas vendas deste Natal. Os consumidores tenderão a frear os gastos, possivelmente comprando presentes mais baratos, e provavelmente presenteando menos pessoas”, explica a economista-chefe do SPC Brasil Marcela Kawauti.
47% dos que não investem acham que o Natal será fraco; mais de um terço tive faturamento abaixo no esperado nos últimos meses
A preparação dos empresários para o último trimestre do ano funciona sempre como um termômetro para antecipar possíveis resultados do período natalino. Neste ano, contudo, as expectativas têm sido modestas para grande parte do empresariado do ramo do comércio. A pesquisa revela que levando em consideração os comerciantes que não irão realizar investimentos no período (65,4%), as principais razões são a baixa perspectiva de aumento da demanda de clientes (46,9%) e desalento com o histórico de vendas ao longo de 2016 (13,1%).
Exemplo de que 2016 não foi um ano positivo para o comércio é que mais de um terço (34,3%) dos comerciantes alega que teve faturamento abaixo do esperado nos últimos três meses. Pouco mais da metade (52,7%) faturou dentro do esperado, enquanto apenas 8,0% foram surpreendidos positivamente com o faturamento da empresa no período.
Para os comerciantes que têm intenção de investir no estabelecimento para o Natal - e que representam a minoria dos entrevistados -, os principais tipos de investimentos serão ampliação do estoque (52,5%), aumento da variedade de produtos (41,5%) e divulgação da empresa (26,7%).
Já com relação as contratações típicas para esse período, considerando apenas aqueles que pretendem contratar algum temporário, a maior parte (45,6%) não pretende efetivá-lo após o término do contrato. Quase um terço (32,7%) desses empresários disseram que projetam efetivar de um a cinco funcionários, ao passo que 20,3% estão indecisos ou não quiseram responder. A maior parte das contratações, sejam elas temporárias ou efetivas, serão formalizadas com carteira assinada (39,6%) ou por meio de terceirização (24,6%), mas a informalidade estará presente em 31,0% das novas admissões.
Metodologia
Foram ouvidos 605 comerciantes das capitais e interior do país. A margem de erro é de 3,0 p.p. com um intervalo de confiança de 95%.

Com expectativas pouco otimistas para as vendas de fim de ano, os comerciantes brasileiros vão evitar novas contratações e farão poucos investimentos para o período natalino. Segundo uma pesquisa realizada em todas as capitais e no interior pelo Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) e pela Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) somente três em cada dez (27,9%) comerciantes pretendem investir em seus estabelecimentos para o Natal - no ano passado o percentual era de 32,8%. Os que garantem que não farão investimentos somam 65,4% dos varejistas consultados. A intenção de realizar novas contratações, incluindo mão de obra temporária, também é pequena: apenas 13,9% disseram que irão aumentar o quadro de funcionários no período. A maioria (84,8%) não contratou e nem pretende contratar mão de obra extra. Na média, os comerciantes entrevistados projetam uma queda de 1,8% no volume de vendas para o final deste ano na comparação com o mesmo período de 2015.

Quatro em cada dez (37,3%) comerciantes acreditam que as vendas de final de ano serão iguais as de 2015, período em que o país já enfrentava os efeitos da crise econômica. Os que acreditam em vendas mais fracas representam 28,0% dos empresários consultados, ao passo que os otimistas somam 23,6% da amostra. Na comparação com 2015, houve um crescimento de comerciantes que acreditam em vendas equivalentes as do ano passado. Dentre aqueles que acreditam em vendas piores neste fim de ano, a realidade econômica do país ajuda a explicar o pessimismo: 22,4% citam o desemprego como justificativa, enquanto 16,9% mencionam o orçamento mais apertado das famílias. Um em cada dez (11,7%) comerciantes demitiu algum funcionário nos últimos três meses, sendo que mais da metade (52,3%) desses varejistas tomaram a decisão dada a necessidade de reduzir a folha de pagamento da empresa, ainda que precisasse do funcionário.

Para os economistas do SPC Brasil, a baixa intenção de investimentos para atender à demanda típica do Natal - a mais importante em volume de vendas e faturamento para o varejo - é um reflexo direto do desânimo e da baixa confiança provocada pelos resultados ruins da economia brasileiras nos últimos anos. “Os empresários sabem que os efeitos da recessão impactam diretamente no bolso dos consumidores. Com a economia ainda fragilizada pela inflação alta, pela diminuição dos postos de trabalho e pela queda no poder de compra das famílias, o comércio varejista não espera uma reação muito positiva nas vendas deste Natal. Os consumidores tenderão a frear os gastos, possivelmente comprando presentes mais baratos, e provavelmente presenteando menos pessoas”, explica a economista-chefe do SPC Brasil Marcela Kawauti.

47% dos que não investem acham que o Natal será fraco; mais de um terço tive faturamento abaixo no esperado nos últimos meses

A preparação dos empresários para o último trimestre do ano funciona sempre como um termômetro para antecipar possíveis resultados do período natalino. Neste ano, contudo, as expectativas têm sido modestas para grande parte do empresariado do ramo do comércio. A pesquisa revela que levando em consideração os comerciantes que não irão realizar investimentos no período (65,4%), as principais razões são a baixa perspectiva de aumento da demanda de clientes (46,9%) e desalento com o histórico de vendas ao longo de 2016 (13,1%).

Exemplo de que 2016 não foi um ano positivo para o comércio é que mais de um terço (34,3%) dos comerciantes alega que teve faturamento abaixo do esperado nos últimos três meses. Pouco mais da metade (52,7%) faturou dentro do esperado, enquanto apenas 8,0% foram surpreendidos positivamente com o faturamento da empresa no período.

Para os comerciantes que têm intenção de investir no estabelecimento para o Natal - e que representam a minoria dos entrevistados -, os principais tipos de investimentos serão ampliação do estoque (52,5%), aumento da variedade de produtos (41,5%) e divulgação da empresa (26,7%).

Já com relação as contratações típicas para esse período, considerando apenas aqueles que pretendem contratar algum temporário, a maior parte (45,6%) não pretende efetivá-lo após o término do contrato. Quase um terço (32,7%) desses empresários disseram que projetam efetivar de um a cinco funcionários, ao passo que 20,3% estão indecisos ou não quiseram responder. A maior parte das contratações, sejam elas temporárias ou efetivas, serão formalizadas com carteira assinada (39,6%) ou por meio de terceirização (24,6%), mas a informalidade estará presente em 31,0% das novas admissões.

Metodologia

Foram ouvidos 605 comerciantes das capitais e interior do país. A margem de erro é de 3,0 p.p. com um intervalo de confiança de 95%.

 

Vendas no dia das Crianças caem 9,02%, a terceira retração seguida

 

Dados do Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) e da Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) mostram que a retomada da confiança dos consumidores ainda não se refletiu, efetivamente, em aumento do consumo. As vendas a prazo na semana anterior ao Dia das Crianças (entre 5 e 11 de outubro), que é a segunda data mais lucrativa para o varejo no segundo semestre, caíram -9,02% na comparação com 2015. Trata-se do terceiro ano consecutivo de retração. Apesar disso, a queda verificada pelo indicador foi menos intensa do que em outras datas comemorativas neste ano, como Dia das Mães (-16,40%) e Dia dos Namorados (-15,23%).
No ano passado as vendas no Dia das Crianças haviam registrado uma variação negativa de -8,95%  - queda equivalente a observada neste ano - e em 2014, retração de -1,50%. Em anos anteriores, os resultados foram positivos, mas em desaceleração: crescimentos de +3,15% (2013), +4,83% (2012), +5,91% (2011) e +8,5% (2010).
Segundo o presidente da CNDL, Honório Pinheiro, o resultado é consequência da crise econômica. “Com o acesso ao crédito mais difícil, os juros elevados e a inflação mais alta, o poder de compras do brasileiro fica cada vez mais limitado”, explica. “Os consumidores estão mais preocupados em não comprometer o próprio orçamento com compras parceladas, por isso optaram por presentes mais baratos e geralmente pagos à vista", diz Pinheiro.
Neste ano, segundo um levantamento do SPC Brasil, os presentes mais procurados seriam as roupas (42,8%), bonecos e bonecas (36,5%) e jogos educativos (24,8%). O gasto media girava em torno de R$ 222,00.
Metodologia
O cálculo de vendas a prazo é baseado no volume de consultas realizadas ao banco de dados do SPC Brasil (Serviço de Proteção ao Crédito), com abrangência nacional, entre os dias 5 e 11 de outubro deste ano

 

Dados do Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) e da Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) mostram que a retomada da confiança dos consumidores ainda não se refletiu, efetivamente, em aumento do consumo. As vendas a prazo na semana anterior ao Dia das Crianças (entre 5 e 11 de outubro), que é a segunda data mais lucrativa para o varejo no segundo semestre, caíram -9,02% na comparação com 2015. Trata-se do terceiro ano consecutivo de retração. Apesar disso, a queda verificada pelo indicador foi menos intensa do que em outras datas comemorativas neste ano, como Dia das Mães (-16,40%) e Dia dos Namorados (-15,23%).

No ano passado as vendas no Dia das Crianças haviam registrado uma variação negativa de -8,95%  - queda equivalente a observada neste ano - e em 2014, retração de -1,50%. Em anos anteriores, os resultados foram positivos, mas em desaceleração: crescimentos de +3,15% (2013), +4,83% (2012), +5,91% (2011) e +8,5% (2010).

Segundo o presidente da CNDL, Honório Pinheiro, o resultado é consequência da crise econômica. “Com o acesso ao crédito mais difícil, os juros elevados e a inflação mais alta, o poder de compras do brasileiro fica cada vez mais limitado”, explica. “Os consumidores estão mais preocupados em não comprometer o próprio orçamento com compras parceladas, por isso optaram por presentes mais baratos e geralmente pagos à vista", diz Pinheiro.

Neste ano, segundo um levantamento do SPC Brasil, os presentes mais procurados seriam as roupas (42,8%), bonecos e bonecas (36,5%) e jogos educativos (24,8%). O gasto media girava em torno de R$ 222,00.


Metodologia


O cálculo de vendas a prazo é baseado no volume de consultas realizadas ao banco de dados do SPC Brasil (Serviço de Proteção ao Crédito), com abrangência nacional, entre os dias 5 e 11 de outubro deste ano

Última atualização ( Qui, 13 de Outubro de 2016 15:08 )
 
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