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Dívidas deixam 66% dos inadimplentes deprimidos e 17% recorrem a algum vício para lidar com a ansiedade

Dívidas deixam 66% dos inadimplentes deprimidos e 17% recorrem a algum vício para lidar com a ansiedade, revela SPC Brasil
44% sentem vergonha por estarem devendo, 40% têm dificuldade para dormir e 16% não se concentram no trabalho; três em cada dez devedores ouvem comentários de que gastam demais
Não é só o bolso que sai prejudicado quando o consumidor deixa de pagar as contas. Dívidas em excesso também podem ocasionar uma série de problemas emocionais e físicos, como ansiedade, angústia, alterações no apetite, dificuldades no relacionamento pessoal e até para pegar no sono. A conclusão é de um levantamento nacional realizado apenas com consumidores que têm contas em atraso há mais de 90 dias pelo Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) e pela Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL). De acordo com o levantamento, dois em cada três (65,6%) inadimplentes se sentem deprimidos, tristes e desanimados por estarem devendo e 16,8% reconhecem que por não conseguirem pagar as contas, passaram a descontar a ansiedade em algum vício, como cigarro, comida ou álcool, sobretudo as pessoas das classes C, D e E (17,5%).
A pesquisa revela que em muitos casos a inadimplência altera negativamente o estado emocional dos consumidores, atingindo até mesmo a vida profissional e a saúde dos entrevistados. Depois que entraram na lista de devedores, seis em cada dez (57,8%) inadimplentes admitem que ficaram com a autoestima mais baixa. Outros sentimentos que a maioria dos inadimplentes passaram a desenvolver em algum grau foram a insegurança em não conseguir pagar as dívidas (69,6%), angústia (61,8%), ansiedade (59,8%) e estresse (57,6%).  Quatro em cada dez inadimplentes (43,9%) sentem-se envergonhados perante a família e amigos por estarem nessa situação e 42,5% demonstram um alto grau de preocupação com as dívidas.
47% dos inadimplentes ficam irritados facilmente e 40% sofrem de insônia
Da mesma forma, o humor de boa parte dos entrevistados é impactado pelo endividamento, causando abalos na vida social. Os principais efeitos incluem ficar facilmente irritado (47,2%) ou mal-humorado (45,8%), além de ter menos vontade de sair e socializar com outras pessoas (42,2%). A pesquisa também detectou que alguns devedores acabam apresentando comportamentos distintos. Enquanto uns sentem dificuldades para dormir (39,7%) e maior vontade de comer (21,4%), outros acabam desenvolvendo atitudes opostas, como perda de apetite (24,9%) e vontade fora do normal de dormir (20,6%), comprovando que as dívidas em atraso muitas vezes trazem prejuízos para o corpo e para a mente de quem está devendo.
“O estado emocional do devedor também interfere no modo como ele lida com suas finanças. Sentimentos como perda de sono, irritação, baixa autoestima e falta de concentração podem potencializar os problemas, dificultando ainda mais o processo de saída do endividamento. Uma solução para esses casos é buscar ajuda. Para lidar com as finanças, é preciso muita racionalidade e ponderação para compreender a situação das dívidas e as melhores estratégias para quitá-las”, explica a economista-chefe do SPC Brasil, Marcela Kawauti.
A pesquisa mostra ainda que as dívidas afetam o ambiente profissional e o relacionamento social e familiar: 15,9% das pessoas que têm contas em atraso afirmaram ter ficado desatentas e pouco produtivas no trabalho ou nos estudos, enquanto 12,6% têm estado mais nervosos, cometendo agressões verbais a familiares e amigos e 7,6% já partiram até mesmo para agressões físicas.
39% fazem compras por impulso e 28% ouvem comentários de que compram demais
A pesquisa demonstra que a origem da inadimplência e, consequentemente, dessas alterações comportamentais, está frequentemente relacionada a falta de autocontrole na hora de consumir e de planejamento financeiro. Quatro em cada dez (39,2%) consumidores inadimplentes têm o hábito de fazer compras por impulso, sobretudo as mulheres (43,1%). Isso faz com que mais de um terço (34,2%) das pessoas que têm dívidas em atraso viva fora do seu real padrão de vida, adquirindo produtos que superam a sua capacidade de pagamento.
Para alguns inadimplentes é difícil resistir a vontade de consumir, mesmo que para isso deixe de honrar compromissos financeiros. De acordo com o levantamento, 27,9% dos brasileiros com contas em atraso admitem, eventualmente, deixar de pagar alguma conta quando sentem vontade de comprar determinado produto. E esse consumo em excesso não passa batido pelas pessoas do círculo de convívio dos inadimplentes: 27,7% dos entrevistados disseram que ouvem comentários de amigos, familiares e conhecidos sobre as compras que faz. Ainda que eventualmente, a pesquisa descobriu que 22,9% dos inadimplentes escondem suas compras para evitar brigas na família - sobretudo as mulheres, com 26,3% de menções. Para 21,3% das pessoas ouvidas, a forma como gastam o dinheiro é motivo de brigas frequentes dentro da própria casa.
“A falta de autocontrole sobre os desejos de consumo, aliada ao desconhecimento dos limites do próprio orçamento, faz com que a pessoa exagere nas compras e acabe perdendo a noção dos gastos. O primeiro passo para evitar essa armadilha, portanto, é saber exatamente o quanto se pode gastar a cada mês com itens não essenciais, sem incorrer em desequilíbrio financeiro. Assim fica mais fácil racionalizar e resistir aos impulsos consumistas”, afirma o educador financeiro do SPC Brasil, José Vignoli.
38% dos inadimplentes não controlam gastos com saídas para bares e restaurantes e 67% deixam de poupar para o futuro
Na média, 37,1% dos inadimplentes entrevistados apresentam comportamentos inadequados com relação às práticas financeiras e 39,7% não sabem exatamente quanto tem para gastar do orçamento a cada mês. Quase um quarto (24,1%) dos entrevistados não costumam pesquisar preços e 22,8% não fazem um planejamento antes de realizar uma compra.
A pesquisa revela que muitos entrevistados não controlam seus gastos com lazer: 38,0% dos inadimplentes admitem perder a noção, ainda que algumas vezes, do quanto gastam com saídas a bares, restaurantes e festas, fazendo com que o orçamento fique extrapolado - índice que sobe para 48,9% entre os mais jovens.
Com tanto gasto sem planejamento, também não sobra tempo para pensar no amanhã. Seis em cada dez (66,6%) inadimplentes não têm o hábito de guardar dinheiro pensando no futuro e 80,2% deles não contam com uma poupança ou reserva financeira para realizar sonhos de consumo, como carro, viagens e casa própria.
Apesar de estarem com as contas atrasadas, 84,1% dos inadimplentes reconhecem que ter o nome limpo é um dos bens mais preciosos que uma pessoa pode ter.
Metodologia
A pesquisa ouviu 602 consumidores inadimplentes de ambos os gêneros, acima de 18 anos e de todas as classes sociais nas 27 capitais. A margem de erro é de 4,0 pontos percentuais com margem de confiança a 95%.

Não é só o bolso que sai prejudicado quando o consumidor deixa de pagar as contas. Dívidas em excesso também podem ocasionar uma série de problemas emocionais e físicos, como ansiedade, angústia, alterações no apetite, dificuldades no relacionamento pessoal e até para pegar no sono. A conclusão é de um levantamento nacional realizado apenas com consumidores que têm contas em atraso há mais de 90 dias pelo Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) e pela Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL). De acordo com o levantamento, dois em cada três (65,6%) inadimplentes se sentem deprimidos, tristes e desanimados por estarem devendo e 16,8% reconhecem que por não conseguirem pagar as contas, passaram a descontar a ansiedade em algum vício, como cigarro, comida ou álcool, sobretudo as pessoas das classes C, D e E (17,5%).

A pesquisa revela que em muitos casos a inadimplência altera negativamente o estado emocional dos consumidores, atingindo até mesmo a vida profissional e a saúde dos entrevistados. Depois que entraram na lista de devedores, seis em cada dez (57,8%) inadimplentes admitem que ficaram com a autoestima mais baixa. Outros sentimentos que a maioria dos inadimplentes passaram a desenvolver em algum grau foram a insegurança em não conseguir pagar as dívidas (69,6%), angústia (61,8%), ansiedade (59,8%) e estresse (57,6%).  Quatro em cada dez inadimplentes (43,9%) sentem-se envergonhados perante a família e amigos por estarem nessa situação e 42,5% demonstram um alto grau de preocupação com as dívidas.

47% dos inadimplentes ficam irritados facilmente e 40% sofrem de insônia

Da mesma forma, o humor de boa parte dos entrevistados é impactado pelo endividamento, causando abalos na vida social. Os principais efeitos incluem ficar facilmente irritado (47,2%) ou mal-humorado (45,8%), além de ter menos vontade de sair e socializar com outras pessoas (42,2%). A pesquisa também detectou que alguns devedores acabam apresentando comportamentos distintos. Enquanto uns sentem dificuldades para dormir (39,7%) e maior vontade de comer (21,4%), outros acabam desenvolvendo atitudes opostas, como perda de apetite (24,9%) e vontade fora do normal de dormir (20,6%), comprovando que as dívidas em atraso muitas vezes trazem prejuízos para o corpo e para a mente de quem está devendo.

“O estado emocional do devedor também interfere no modo como ele lida com suas finanças. Sentimentos como perda de sono, irritação, baixa autoestima e falta de concentração podem potencializar os problemas, dificultando ainda mais o processo de saída do endividamento. Uma solução para esses casos é buscar ajuda. Para lidar com as finanças, é preciso muita racionalidade e ponderação para compreender a situação das dívidas e as melhores estratégias para quitá-las”, explica a economista-chefe do SPC Brasil, Marcela Kawauti.

A pesquisa mostra ainda que as dívidas afetam o ambiente profissional e o relacionamento social e familiar: 15,9% das pessoas que têm contas em atraso afirmaram ter ficado desatentas e pouco produtivas no trabalho ou nos estudos, enquanto 12,6% têm estado mais nervosos, cometendo agressões verbais a familiares e amigos e 7,6% já partiram até mesmo para agressões físicas.

39% fazem compras por impulso e 28% ouvem comentários de que compram demais

A pesquisa demonstra que a origem da inadimplência e, consequentemente, dessas alterações comportamentais, está frequentemente relacionada a falta de autocontrole na hora de consumir e de planejamento financeiro. Quatro em cada dez (39,2%) consumidores inadimplentes têm o hábito de fazer compras por impulso, sobretudo as mulheres (43,1%). Isso faz com que mais de um terço (34,2%) das pessoas que têm dívidas em atraso viva fora do seu real padrão de vida, adquirindo produtos que superam a sua capacidade de pagamento.

Para alguns inadimplentes é difícil resistir a vontade de consumir, mesmo que para isso deixe de honrar compromissos financeiros. De acordo com o levantamento, 27,9% dos brasileiros com contas em atraso admitem, eventualmente, deixar de pagar alguma conta quando sentem vontade de comprar determinado produto. E esse consumo em excesso não passa batido pelas pessoas do círculo de convívio dos inadimplentes: 27,7% dos entrevistados disseram que ouvem comentários de amigos, familiares e conhecidos sobre as compras que faz. Ainda que eventualmente, a pesquisa descobriu que 22,9% dos inadimplentes escondem suas compras para evitar brigas na família - sobretudo as mulheres, com 26,3% de menções. Para 21,3% das pessoas ouvidas, a forma como gastam o dinheiro é motivo de brigas frequentes dentro da própria casa.

“A falta de autocontrole sobre os desejos de consumo, aliada ao desconhecimento dos limites do próprio orçamento, faz com que a pessoa exagere nas compras e acabe perdendo a noção dos gastos. O primeiro passo para evitar essa armadilha, portanto, é saber exatamente o quanto se pode gastar a cada mês com itens não essenciais, sem incorrer em desequilíbrio financeiro. Assim fica mais fácil racionalizar e resistir aos impulsos consumistas”, afirma o educador financeiro do SPC Brasil, José Vignoli.

38% dos inadimplentes não controlam gastos com saídas para bares e restaurantes e 67% deixam de poupar para o futuro

Na média, 37,1% dos inadimplentes entrevistados apresentam comportamentos inadequados com relação às práticas financeiras e 39,7% não sabem exatamente quanto tem para gastar do orçamento a cada mês. Quase um quarto (24,1%) dos entrevistados não costumam pesquisar preços e 22,8% não fazem um planejamento antes de realizar uma compra.

A pesquisa revela que muitos entrevistados não controlam seus gastos com lazer: 38,0% dos inadimplentes admitem perder a noção, ainda que algumas vezes, do quanto gastam com saídas a bares, restaurantes e festas, fazendo com que o orçamento fique extrapolado - índice que sobe para 48,9% entre os mais jovens.

Com tanto gasto sem planejamento, também não sobra tempo para pensar no amanhã. Seis em cada dez (66,6%) inadimplentes não têm o hábito de guardar dinheiro pensando no futuro e 80,2% deles não contam com uma poupança ou reserva financeira para realizar sonhos de consumo, como carro, viagens e casa própria.

Apesar de estarem com as contas atrasadas, 84,1% dos inadimplentes reconhecem que ter o nome limpo é um dos bens mais preciosos que uma pessoa pode ter.

Metodologia

A pesquisa ouviu 602 consumidores inadimplentes de ambos os gêneros, acima de 18 anos e de todas as classes sociais nas 27 capitais. A margem de erro é de 4,0 pontos percentuais com margem de confiança a 95%.

 

Dia Mundial da Dislexia: um transtorno que afeta famosos e pessoas comuns

Em 10 de outubro, é o Dia Mundial da Dislexia. Trata-se de um transtorno neurogenético, hereditário, que leva crianças e jovens (4 a 7% da população) a apresentarem uma dificuldade de compreender, interpretar e memorizar conhecimentos por meio da leitura. Alguns famosos também possuem essa dificuldade, como, por exemplo, os atores Tom Cruise e Whoopi Goldberg, a cantora Cher, a escritora Agatha Christie e o físico Albert Einstein.

Segundo neuropediatra da Neuro Saber Dr. Clay Brites, os disléxicos costumam demorar mais para se alfabetizarem e não se interessam em se expressar, por meio de palavras, historinhas e fatos cotidianos.

O especialista relata que os pais sempre ficam preocupados quando os filhos apresentam grandes dificuldades de leitura e escrita, principalmente a partir dos 9 anos. A situação se torna inadmissível nessa idade se a criança for inteligente e viver em ideais condições socioculturais. “Antes da família entrar em pânico, é preciso compreender esse transtorno para poder superar esses problemas”.

Brites esclarece que é comum ocorrer trocas, inversões e/ou omissões de letras, confusões fonéticas pelos pequenos durante a alfabetização. Diz ainda que, geralmente, essas crianças possuem dificuldades em relação a nomeação de figuras ou cores e apresentam histórico de atraso na fala durante os primeiros cinco anos de vida.

- No entanto, não se trata de pessoas “sem conserto”. É possível intervir precocemente em “crianças de risco” antes de apresentarem grandes dificuldades na fase escolar. A remediação precoce já é amplamente aceita e vista como eficaz na literatura internacional e nacional desde a década de 90 - relata.

O profissional explica também que a intervenção precoce reduz os riscos em até 40% dos casos. Não existe tratamento curativo da dislexia. “Mas é possível realizar um manejo multidisciplinar com medicações, intervenções fonoaudiológicas e psicopedagógicas”.

Sobre a postura pedagógica das escolas, o neuropediatra reforça que a instituição de ensino deve promover mudanças. Essa preocupação fará com que as crianças disléxicas “possam se desenvolver sem sofrerem com crises de ansiedade e pânico em sala se colocadas para ler em público, por exemplo”.

- Há uma maior chance de repetência e evasão dessas crianças. Existe também o risco de doenças mentais, especialmente depressão, e de se envolverem com más companhias. Portanto, pais, fiquem atentos e acompanhem todo o desenvolvimento de seus filhos! – finaliza.

 

Dia Mundial da Dislexia: um transtorno que afeta famosos e pessoas comuns

Em 10 de outubro, é o Dia Mundial da Dislexia. Trata-se de um transtorno neurogenético, hereditário, que leva crianças e jovens (4 a 7% da população) a apresentarem uma dificuldade de compreender, interpretar e memorizar conhecimentos por meio da leitura. Alguns famosos também possuem essa dificuldade, como, por exemplo, os atores Tom Cruise e Whoopi Goldberg, a cantora Cher, a escritora Agatha Christie e o físico Albert Einstein.

Segundo neuropediatra da Neuro Saber Dr. Clay Brites, os disléxicos costumam demorar mais para se alfabetizarem e não se interessam em se expressar, por meio de palavras, historinhas e fatos cotidianos.

O especialista relata que os pais sempre ficam preocupados quando os filhos apresentam grandes dificuldades de leitura e escrita, principalmente a partir dos 9 anos. A situação se torna inadmissível nessa idade se a criança for inteligente e viver em ideais condições socioculturais. “Antes da família entrar em pânico, é preciso compreender esse transtorno para poder superar esses problemas”.

Brites esclarece que é comum ocorrer trocas, inversões e/ou omissões de letras, confusões fonéticas pelos pequenos durante a alfabetização. Diz ainda que, geralmente, essas crianças possuem dificuldades em relação a nomeação de figuras ou cores e apresentam histórico de atraso na fala durante os primeiros cinco anos de vida.

- No entanto, não se trata de pessoas “sem conserto”. É possível intervir precocemente em “crianças de risco” antes de apresentarem grandes dificuldades na fase escolar. A remediação precoce já é amplamente aceita e vista como eficaz na literatura internacional e nacional desde a década de 90 - relata.

O profissional explica também que a intervenção precoce reduz os riscos em até 40% dos casos. Não existe tratamento curativo da dislexia. “Mas é possível realizar um manejo multidisciplinar com medicações, intervenções fonoaudiológicas e psicopedagógicas”.

Sobre a postura pedagógica das escolas, o neuropediatra reforça que a instituição de ensino deve promover mudanças. Essa preocupação fará com que as crianças disléxicas “possam se desenvolver sem sofrerem com crises de ansiedade e pânico em sala se colocadas para ler em público, por exemplo”.

- Há uma maior chance de repetência e evasão dessas crianças. Existe também o risco de doenças mentais, especialmente depressão, e de se envolverem com más companhias. Portanto, pais, fiquem atentos e acompanhem todo o desenvolvimento de seus filhos! – finaliza.

 

Jejum vira aliado de vida saudável e rompe barreiras religiosas

Falar em jejum é praticamente sinônimo de se falar em religião e penitência. Mas saiba que o ato de jejuar está rompendo as barreiras religiosas e chegando a um público cada vez mais diversificado. Isso porque os benefícios que a pratica oferece vão muito além das preconizadas pelos templos religiosos

A coach nutricional, Patrícia Barreto, explica que o ato de jejuar é uma poderosa ferramenta terapêutica capaz de eliminar do corpo substâncias e toxinas que ingerimos diariamente por meio dos alimentos, medicamentos, cosméticos e poluição. “A princípio o jejum pode parecer um desafio para a maioria das pessoas, pois a cultura ocidental recomenda a alimentação a cada 2 ou 3 horas, mas é possível sim de se realizar", ressalta Patrícia, que recentemente passou pela experiência de jejuar por 21 dias seguidos, bebendo apenas água.

A coach, que realiza consultoria em nutrição e desintoxicação, ressalta, entretanto, que a prática de jejum para desintoxicação não visa o emagrecimento, ou seja, não é uma dieta, mas uma forma de se purificar em todos os níveis: corpo, mente e espirito. O emagrecimento é apenas uma consequência.

“Não existem relatos de malefícios causados pela prática do jejum, porém, todos conhecem os inúmeros problemas causados pela alimentação excessiva e industrializada. Doenças como pressão alta, diabetes, doenças cardiovasculares e câncer estão diretamente ligadas à nossa alimentação e estilo de vida. Estamos comendo muito e o tempo todo, não fornecemos ao organismo o descanso necessário à cura e reparação celular”, completa a coach, que teve dois livros publicados recentemente “Detox e Saúde: Guia Completo de Desintoxicação e Saúde” e “102 Receitas Detox para uma Vida Saudável”..

Entre os maiores benefícios do jejum, já comprovados cientificamente, estão o rejuvenescimento, perca de peso, equilíbrio nos níveis de triglicerídeos, melhora no sistema imunológico, redução de inflamações e dos danos causados pelos radicais livres, eliminação de toxinas e substâncias prejudiciais ao corpo e a normalização dos níveis de ‘grelina’ – o hormônio da fome.

Para se ter uma ideia, o HGH –Human Growt Human ou Hormônio do Crescimento – também conhecido como hormônio da juventude, tem sua produção diminuída com o passar dos anos. Em jejum, essa produção volta a crescer chegando a apresentar um aumento de 1300% nas mulheres e de 2000% nos homens, o que equivale a retroceder entre 10 e 15 anos na escala cronológica. Uma fonte de rejuvenescimento e saúde.

A prática do jejum também se mostrou muito benéfica ao sistema imunológico. Um estudo realizado pela Universidade da Califórnia demonstrou que um jejum de apenas três dias é capaz de regenerar todo o sistema imunológico. O jejum também estimula o cérebro a liberar uma determinada proteína, conhecida como BDNF – Brain Derived Neurotrophic Factor – que ativam as células-troncos cerebrais na produção de novos neurônios. A cada dois dias de jejum, esta proteína aumenta entre 50 a 400%.

Para quem deseja iniciar a prática, pode optar por um jejum de 12 horas, deixando, por exemplo, de jantar. Há ainda a possibilidade de realizar o jejum de 24 horas, em que você escolhe um dia por semana em que não irá ingerir nada sólido. Ou ainda, optar pelo jejum de 36 horas, onde você para de comer às 22 horas de um dia e volta a se alimentar às 10 horas da manhã do terceiro dia. Por exemplo, você para de comer às 22 horas da sexta feira, permanece sem comer no sábado, e volta a se alimentar às 10 horas do domingo.

E, por fim, pode escolher realizar o jejum alternado ou jejum do dia seguinte. Você come naturalmente em um dia e jejua no dia seguinte, desta forma, em uma semana, você terá jejuado durante 3 dias. Este tipo de jejum é realizado por pessoas que já estão acostumadas a praticar o jejum por certo período de tempo.

“É imprescindível que você ingira muita água nos dias em que estiver em jejum para auxiliar seu corpo no processo de eliminação das toxinas. Você pode ingerir também chás e sucos verdes (de verduras) não adoçados à vontade. Outro fator que não pode ser desconsiderado é a importância de uma alimentação nutritiva quando você sair do jejum. Seu corpo estará faminto de nutrientes, então você precisa fornecer uma alimentação adequada proveniente da mãe-terra, à base de frutas, legumes, verduras, nozes e sementes”, explica Patrícia.

O jejum não se trata apenas de um processo de limpeza física, mas também de limpeza mental, emocional e espiritual. Portanto, quando estiver jejuando, é importante permanecer em repouso, com pouca atividade física e mental. Não pratique jejum se tiver que ir trabalhar, dirigir, estudar, se exercitar ou realizar qualquer outro tipo de atividade.

Há pessoas que realizam jejum de 30 dias, 60 dias e até de quatro meses. Porém, Patrícia alerta para a necessidade de buscar um local especializado para quem opta por um período maior em jejum. “Um jejum não deve ser realizado de modo aventureiro e sem supervisão profissional. Um período prolongado exige um local especializado capaz de verificar e manter sob controle suas condições físicas avaliando diariamente aquilo que está dentro da normalidade e o que não está”, explica.

Sobre Patrícia Barreto – Patrícia é coach e pesquisadora em desintoxicação, nutrição e saúde desde 2007. Discípula do Dr. Gunther Baur, italiano, crudívoro – pessoa que se alimenta somente de alimentos em seu estado original fornecido pela natureza, ou seja, crús (frutas, legumes, verduras, nozes e sementes). Formada em Administração de Empresas pela Faculdade de Informática e Administração Paulista. Nascida em São Paulo, capital, Patrícia sempre se interessou por saúde e qualidade de vida. Aos 13 anos já consumia alimentos crus, praticava meditação e atividade física. Contudo, mesmo com todos esses cuidados, apresentava uma saúde debilitada. Sofria com constipação crônica, ansiedade, depressão, síndrome do pânico, transtorno obsessivo compulsivo, tonturas e vertigens, taquicardia, tremores, fadiga crônica, infecções de garganta recorrentes, gripes frequentes, entre outros sintomas. Cansada de buscar soluções na medicina tradicional, Patrícia resolveu se mudar para Nova Zelândia por onde morou durante 3 anos. Na ocasião realizou um exame onde foi detectada uma contaminação altíssima por dois metais pesados neurotóxicos: mercúrio e alumínio. Foi lá mesmo, na Nova Zelândia, que Patrícia iniciou o processo de desintoxicação que durou por aproximadamente oito meses. Impressionada com os resultados obtidos, Patrícia abandonou a profissão de administradora de empresas e passou a trabalhar ensinando tudo o que aprendeu. Escreveu dois livros “Detox e Saúde: Guia Completo de Desintoxicação e Saúde” e “102 Receitas Detox para uma Vida Saudável”. Em seu site também é possível se cadastrar e ter acesso a um curso online gratuito sobre desintoxicação.

 

CEEE começa inspeção aérea em linhas de transmissão

Começou nesta segunda-feira, 3 de outubro, a inspeção aérea realizada anualmente pelo Grupo CEEE em suas linhas de transmissão. O trabalho é preventivo e busca identificar eventuais anomalias no Sistema, a fim de que sejam feitos reparos ou substituições com a devida antecipação, evitando falhas e interrupções no abastecimento das concessionárias de distribuição (RGE, AES Sul ou CEEE-D).

Na inspeção aérea, técnicos da Companhia realizam uma varredura de helicóptero, a 15 metros de distância dos condutores, com uma velocidade de 60 quilômetros por hora, fazendo registro fotográfico ou em vídeo para compor o relatório elaborado após a atividade. As duas primeiras etapas serão realizadas com os técnicos responsáveis pelas regionais de manutenção de Gravataí e Canoas, que farão a vistoria de todas as linhas de transmissão localizadas na abrangência dessas equipes, que inclui Porto Alegre, região Metropolitana, Serra e Litoral Norte, por exemplo.

Em seguida, serão avaliadas as condições das demais linhas de transmissão que estão concedidas ao Grupo CEEE, que percorrem os diversos municípios do Rio Grande do Sul. Essas atividades serão realizadas pelos técnicos das regionais de manutenção responsáveis pelas outras regiões do Estado: de Pelotas, Alegrete, Cruz Alta, Passo Fundo e Venâncio Aires.

Concluída esta etapa, será feita a inspeção termográfica nas linhas de transmissão de Porto Alegre e da região Metropolitana, que estão sujeitas às maiores cargas do Estado. A previsão é de que toda a atividade esteja concluída até o final do mês de outubro.

Última atualização ( Qua, 05 de Outubro de 2016 14:53 )
 

Dia Nacional do Idoso: Direitos iguais a tratamento e qualidade de vida em todas as idades

No próximo 01 de outubro é celebrado o Dia Nacional do Idoso, quando diversos serviços de saúde chamam a atenção para a necessidade de cuidados que atendam às necessidades da terceira idade. O tema é de grande importância, visto que a cada ano a população brasileira aumenta seu número de idosos, que precisam ser inseridos em ações que não apenas prolonguem suas vidas, mas que os proporcione mais qualidade no viver.
Como explica o neurocirurgião especialista em dor pela AMB (Associação Médica Brasileira), Dr. Claudio Corrêa, é comum doenças degenerativas surgirem com mais frequência na terceira idade, especialmente àquelas geradoras de dor, como as doenças reumatológicas, ósseas, as neuropatias, entre outras.
O tratamento da dor crônica no idoso é parecido com o indicado a uma pessoa jovem, via fármacos, reabilitação física, além de procedimentos cirúrgicos e suporte da terapia mental, quando necessário. Porém, deve-se ficar atento ao fato de nesta fase da vida o indivíduo já ter um consumo mais elevado de medicamentos, que podem gerar interação. Além disso, alguns medicamentos têm restrição de indicação devido a maior fragilidade do organismo com seus efeitos colaterais. É o caso de analgésicos anti-inflamatórios, por exemplo, que afetam a mucosa do estomago, rins, e outros. 
Por isso, o médico destaca a importância de priorizar medidas educativas que estimulem na população os bons hábitos ao longo de toda a vida, para evitar as doenças ou adiar ao máximo o seu surgimento e consequências. A prática regular de atividade física, especialmente exercícios aeróbicos leves, ajudam na saúde cardiovascular; já a musculação ajuda na manutenção da força e do equilíbrio contra quedas. Uma alimentação saudável, equilibrada em nutrientes, mantém a energia necessária para o organismo se manter mais forte e resistente às doenças. Somando a isso, é importante manter uma vida social ativa e realizar checkups anuais para identificar possíveis doenças ainda no início, quando são mais fáceis de serem tratadas. 
Por fim, dr. Cláudio destaca que o idoso não precisa se conformar com os problemas típicos de sua idade, porque que embora comuns, são tratáveis, como em qualquer idade e assim como quando jovem é seu direito manter uma vida mais plena. 
Dr. Claudio Corrêa
Com mais de 30 anos de atuação profissional, Dr. Claudio Fernandes Corrêa possui mestrado e doutorado em neurocirurgia pela Escola Paulista de Medicina/UNIFESP. Especializou-se no tratamento da dor aliado a neurocirurgia funcional – do qual se tornou referência no Brasil e no Exterior.
É também o idealizador e coordenador do Centro de Dor e Neurocirurgia Funcional do Hospital 9 de Julho, serviço que reúne especialistas de diversas especialidades para o tratamento multidisciplinar e integrado aos seus pacientes.

 
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